terça-feira, maio 26

A lenda do tesouro perdido

Sempre fui fascinado por histórias de aventuras. Lembro que minha infância foi muito marcada pelo Indiana Jones. Nossa como eu curtia seus filmes (principalmente a Última Cruzada) e também seus jogos no vídeo - game. Minha mente viajava naquele mundo de desafios, abismos, enigmas, pedras rolantes, cálices perdidos e tesouros.

Com o passar do tempo percebi que a essência daquele mundo de fantasias começara a se tornar realidade. E que a vida pode ser comparada com essa jornada aventureira, pois enfrentamos os mesmos perigos e desafios. Todos os dias somos convidados a viver uma aventura em busca de algum tesouro perdido.

Mas será que existe esse tal tesouro, ou será que isso não passa de uma lenda, uma fantasia? II Coríntios 4;7 responde essa questão;

“Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nós.”

Esta passagem é o mapa que nos dá a localidade do tão desejado tesouro. Segundo ela, Deus o tem depositado em vasos de barros. E tal lugar não foi escolhido de forma aleatória para ser recipiente, existe um propósito para isso.

Vaso e barro apontam para os instrumentos que o Deus Soberano cria e usa para desenrolar Seus propósitos na história. Portanto esses vasos que servem de “baú do tesouro” são aqueles fabricados pela mão do oleiro. Logo, se tratam da nossa vida!

É interessante, pois a busca pelo tesouro se dá por meio de trilhas perigosas, de lugares que nunca foram explorados, ou seja, sempre o buscamos no ambiente externo. Mas pelo visto Deus prefere adotar outro caminho, colocando - o dentro de cada um de nós, tornando inútil a nossa busca externa.

Isso provoca uma mudança de missão, se antes a nossa aventura era para encontrar o tesouro, agora ela deve ser para encontrar um lugar adequado a fim de deposita – lo. Tendo em vista que já sabemos muito bem onde o tesouro se encontra, restamos agora descobrir para onde ele será direcionado. E para que ocorra a revelação desse tesouro, é necessário que o vaso se quebre. Logo, o caminho para se evidenciar o tesouro reside na humildade. Ela nos faz abrir mão daquilo que somos em favor do próximo.

Eis a questão: onde estamos depositando o tesouro que existe dentro nós?

Isso me remete ao episódio que narra o nascimento de Jesus:

“E, tendo nascido Jesus em Belém de Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que uns magos vieram do oriente a Jerusalém, dizendo: Onde está aquele que é nascido rei dos judeus? porque vimos a sua estrela no oriente, e viemos a adorá-lo. E o rei Herodes, ouvindo isto, perturbou-se, e toda Jerusalém com ele.” (Mateus 2; 1 ao 3)

Os magos estavam com os camelos carregados de presentes, tesouros preciosos separados para Jesus. E mesmo tendo a direção da estrela, aqueles magos enfrentaram dificuldade no caminho até chegar ao seu destino. Antes deles encontrarei a manjedoura, eles passaram próximo do palácio de Herodes e ali pediram orientação de onde eles iriam encontrar a criança que acabara de nascer.

Interessante que eles passaram por perto desse palácio, mas não descarregaram nada do camelo!

Ora eles vinham de longe e talvez descarregar alguma coisa naquele palácio poderia trazer um alivio para os camelos, tornando a viagem mais leve.

O fato daqueles magos não terem descarregados seus camelos no palácio de Herodes, indica que eles eram guiados por propósito e não por necessidade.

A necessidade nos leva a comprometer o tesouro que Deus colocou em nós - vasos de barros. Fazendo com que ele seja depositado no lugar onde Deus não escolheu para depositar. Ela (a necessidade) nos convida a viver uma vida imediatista, baseada no “aqui e o agora”, só queremos aliviar nosso peso, mesmo que seja um alivio momentâneo.

O que esta em jogo é o nosso bem estar. Não pensamos naquilo e nem naqueles que de fato Deus separou para ser receptáculo do nosso tesouro. Se o camelo for descarregado no palácio de Herodes a manjedoura vai ficar em falta!

Por outro lado ser guiado por propósito nos remete para uma visão de longo prazo, para a posteridade. Faz-nos saber que “a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente (II Coríntios 4:17). Pois maior do que as dificuldades enfrentadas no meio do caminho, são os propósitos que Deus tem no fim dele. A missão acaba se tornando maior que a “pressão”.

Portanto “Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam” (Mateus 2.11). Esse é o fim de uma vida guiada pela necessidade, ela é efêmera, seu fim é ser corrompida pelo tempo.

Antes devemos “ajuntar tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam.” (Mateus 6:20) Isso fará com que o nosso tesouro continue a brilhar até mesmo depois da nossa morte. Ficaremos vivos dentro daquele próximo que serviu de “baú” para o nosso tesouro, pois “onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.” (Mateus 6:21).

Mas para que isso ocorra devemos ser quebrados pela humildade e buscar depositar o que temos no lugar certo. Assim vamos ajudar os outros a descobrirem o tesouro escondido que existe dentro de cada um. O nosso tesouro não esta no mundo, pelo contrário é o mundo que anseia em ter acesso ao nosso tesouro.

sábado, maio 23

Coexistir ou Conviver?

Coexistência é a palavra da moda, cada vez mais em voga, desde que vocalista Bono Vox, a usou em sua bandana em um show do U2.

Cristãos, muçulmanos, hindús, espíritas, ateus, devem aprender a existir lado-a-lado, respeitando-se mutuamente.

Não se trata de Ecumenismo, que é, por definição, a fusão de religiões diferentes.

Como cristãos, devemos aprender a respeitar àqueles que pensam diferente de nós. Ninguém é obrigado a abraçar nossa fé. Lembremo-nos que não é por força, nem por violência, mas por obra e convencimento do Espírito.

Diferenças doutrinárias, culturais, sociais, raciais, não devem nos impedir de coexistir respeitosa e pacificamente.

Jamais converteremos alguém à base de discussões calorosas.

Desejar o desaparecimento de alguém, simplesmente por não concordar com seu modo de vida, ou com sua doutrina, é o mesmo que alimentar um sentimento homicida.

O que Deus espera de nós, não é apenas que aceitemos a existência do outro, mas que o convidemos a participar de nossa vida. Coexistir já é um enorme passo. Mas o projeto de Deus para nós vai muito além que a simples coexistência. Ele nos chama à convivência.

Devemos buscar ir além da mera coexistência. Temos que buscar a CONVIVÊNCIA.

A diferença entre conviver e coexistir, é que convivência implica viver juntos, ter vida em comum, enquanto que coexistência implica viver lado-a-lado, cada qual respeitando o espaço do outro.

Convivência só é possível onde haja comunhão. Mas para que haja comunhão, temos que estar em concordância acerca da Verdade. À medida que partilhamos o Evangelho, nosso círculo de convivência vai aumentando.

Talvez a coexistência seja o primeiro passo rumo à convivência. Mas não podemos parar por aí.
Devemos buscar conviver, não apenas coexistir; conviver carinhosamente, em amor, e não apenas em tolerância mútua.

Pra coexistir, temos que aprender a tolerar os outros. Pra conviver, temos que aprender a perdoar.

Pra coexistir, basta respeitar e aceitar a existência do diferente. Pra conviver, tem que amar, e convidar o diferente para que faça parte de nossa vida.

Podemos coexistir, sem nos importar com o outro. Simplesmente ignorar. Fingir que ele não existe, e assim, deixá-lo em paz. Mas para conviver, temos que abrir a porta de nossa casa. Temos que acolhê-lo e amá-lo.

Texto de Hermes.C. Fernandes

sexta-feira, maio 22

Humano Demais



Bela Letra, Graça Pura !

quarta-feira, maio 20

Aerolitos

Quando se fala de chuva logo a associamos com água, pois esta gera vida. Só que também existem outras formas de chuvas, e não podemos ficar focados somente naquilo que nos é conveniente. Deus tem Seus mais variados meios de nos enviar chuva e devemos estar abertos para todos eles.

A questão é; que tipo de chuva Deus planeja nos enviar? Uma coisa é certa, elas são chuvas benéficas, que irão cooperar para o nosso bem. Mas quais elementos ELE usará para trazer tal chuva?

Refletindo sobre as formas de chuvas, me vem à mente um episódio do Chapolin Colorado conhecido como; Aerolitos. Este episódio nos conta a história de um velho que tem como hobby colecionar aerolitos - que embora tendo todas as características de uma pedra, ele se recusava a chamá-los como tal. Segundo ele os aerolitos não são pedras, mas sim corpos celestes que caem na terra. Cada vez que ocorria uma queda desses corpos era motivo de festa para o velhinho.

Da mesma forma deveríamos ter anseio por uma chuva de aerolitos. Ou seja, antes de almejar as chuvas de bênçãos, seria interessante clamar por outro tipo de chuva, uma chuva semelhante à dos aerólitos, bem como àquela sétima praga do Egito; uma chuva de pedras.

Parece se tratar de algo ruim, mas a chuva de pedra é fundamental. Pois ela é responsável em destruir tudo aquilo que de alguma forma esta impedindo a chegada do novo. E ao mesmo tempo que ela derruba o que não presta ela ainda serve de fundamento para receber o que de fato Deus tem preparado.

Existe um princípio criado por Arquimedes, também denominado de impenetrabilidade onde diz que; “Dois corpos não podem ocupar ao mesmo tempo, um mesmo lugar no espaço.” Essa lei da física pode ser aplicada em nosso contexto; pois para se receber o novo, impreterivelmente o velho tem que sair, caso contrário o novo será impenetrável.

Não se pode colocar vinho novo em odres velhas! O próprio frescor do vinho novo irá romper com os odres, pois eles não possuem estrutura suficiente para suportá-lo, desperdiçando assim todo o vinho.

Portanto, o novo e o velho não conseguem ocupar ao mesmo tempo, um mesmo lugar no espaço. Alguém tem que ceder o lugar. E para que haja uma adequação estrutural com o que Deus tem para enviar, a chuva de Pedra tem que preceder a chuva de bênção. Só assim o ambiente estará apto para receber o novo de Deus.

È do Alto que vem a chuva de Poder capaz de arrancar tudo o que não foi plantando por Deus. O próprio Jesus orientou dizendo: “ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder.” (Lucas 24; 49b)

É interessante notar que no original a palavra utilizada nesta passagem para poder é dynamus, que é a palavra etimológica de dinamite, que no antigo latin significava poder, explosão. Com isso percebe – se que o poder do Espírito Santo opera como uma espécie de dinamite, destruindo tudo àquilo que não é compatível com o Seu caráter. Fazendo com que os sistemas oriundos do mundo, que jaz no maligno, sejam destruídos pelo dynamus que vem dos céus.

Este poder destruidor me remete a um misterioso sonho do rei Nabucodonosor que foi revelado pelo profeta Daniel;

“Tu, ó rei, estavas vendo, e eis aqui uma grande estátua; esta estátua, que era imensa, cujo esplendor era excelente, e estava em pé diante de ti; e a sua aparência era terrível. A cabeça daquela estátua era de ouro fino; o seu peito e os seus braços de prata; o seu ventre e as suas coxas de cobre; As pernas de ferro; os seus pés em parte de ferro e em parte de barro. Estavas vendo isto, quando uma pedra foi cortada, sem auxílio de mão, a qual feriu a estátua nos pés de ferro e de barro, e os esmiuçou. Então foi juntamente esmiuçado o ferro, o barro, o bronze, a prata e o ouro, os quais se fizeram como pragana das eiras do estio, e o vento os levou, e não se achou lugar algum para eles; mas a pedra, que feriu a estátua, se tornou grande monte, e encheu toda a terra. ( Daniel; 2;31 – 35)

A Pedra que o rei Nabucodonosor visualizou em seu sonho vem do alto para destruir a estátua, e não obstante após ter feito isso, tal Pedra começou a crescer até tomar toda a Terra.

A estátua representa os sistemas vigentes no mundo, estes não foram capazes de conter o crescimento daquela Pedra. Já esta Pedra representa o Reino de Deus.

O único Reino que permanecerá neste mundo é o Reino que não é deste mundo!

O Reino de Deus não é deste mundo no que diz respeito a sua origem, mas é para este mundo no que tange ao seu destino. O Reino não vem do mundo, mas é para ir ao encontro dele. Até tomar toda a Terra assim como aquela Pedra.

Os valores do Reino são completamente antagônicos aos valores do mundo. A tendência é que esses valores mundanos junto com seus sistemas sejam corrompidos, até se depreciarem por completo. E isso se dá graças à ascensão dos valores do Reino que vem do Alto para o mundo.

Portanto o destino do Reino de Deus é o mundo. Bem como aquela Pedra do sonho de Nabucodonosor que ocupou os quatro cantos desse planeta, assim também toda “a terra se encherá do conhecimento da glória do SENHOR, como as águas cobrem o mar” (Habacuque 2:14).

Antes de qualquer coisa que sejamos alvos dessa chuva de pedra e também que possamos ser usados como tais. No momento em que encarnamos a Palavra, operacionalizando – a em nosso cotidiano, somos transformados em verdadeiros aerolitos, pois muito mais do que pedras, antes somos corpos celestes que caem do céu com a missão de derrubar o que não provém do Alto e edificar os eternos valores do Reino de Deus neste mundo, a fim de cooperar para a restauração de todas as coisas.

Lembre-se que dois corpos não podem ocupar ao mesmo tempo, um mesmo lugar no espaço. É por isso que o velho mundo esta sendo removido para a chegada de um novo mundo.

E a implosão do velho mundo já começou, mas ela não se dá de forma abrupta, antes é uma explosão controlada, paulatina. Isso assegura um caráter não catastrófico ao evento. De forma natural o velho vai saindo de cena para a chegada do Novo Mundo. Pois assim é o Reino de Deus, é como um grãozinho de mostarda, que sem chamar a atenção para si, se torna a maior de todas as árvores.

terça-feira, maio 19

De heróis da Fé a bôbos da corte

“Porém, se vós e vossos filhos de qualquer maneira vos apartardes de mim, e não guardardes os meus mandamentos, e os meus estatutos, que vos tenho proposto, mas fordes, e servirdes a outros deuses, e vos prostrardes perante eles, então destruirei a Israel da terra que lhes dei; e a esta casa, que santifiquei a meu nome, lançarei longe da minha presença; e Israel será por provérbio e motejo, entre todos os povos.” 1 Reis 9:6-7

“E entregá-los-ei para que sejam um prejuízo, uma ofensa para todos os reinos da terra, um opróbrio e um provérbio, e um escárnio, e uma maldição em todos os lugares para onde eu os arrojar.” Jeremias 24:9

Tal qual ocorreu com Israel, tem ocorrido com a igreja em nossos dias. Paulo já havia nos advertido de que tudo o que ocorrera a Israel serve de aviso para nós.

Tornamo-nos motivo de piada e chacota por parte daqueles que zombam de nossa fé. E por quê? Porque tornamo-nos uma caricatura muito mal feita daquilo que Deus desejou que fôssemos. Dobramo-nos ante os deuses deste século. Não os deuses de pau, de pedra, de metal, mas os ídolos ideológicos, o consumismo, o mercado, o fetichismo, etc. A teologia da prosperidade é um triste exemplo disso. Os crentes são levados a acreditar que a felicidade é encontrada na aquisição de bens materiais.

O mundo nos adestrou, nos domesticou, e agora, servimos de espetáculo, não como gladiadores ou mesmo como mártires, mas como bôbos da corte. É verdade que as Escrituras afirmam que seríamos um espetáculo aos homens, aos anjos e ao mundo, mas não um espetáculo circense, um show de horrores (1 Coríntios 4:9).

À exemplo do que ocorreu a Sansão, nossos olhos foram vazados, fomos alijados da fonte de nossa força, e agora, o mundo se diverte às nossas custas. Tornamo-nos mais uma engrenagem do sistema corrompido que prevalece neste mundo. Como Sansão, deixamos de ser uma ameaça ao Status Quo para nos tornarmos trabalhadores braças no moinho dos filisteus. Se antes inspirávamos admiração, agora provocamos gargalhadas. Como bem expressou o salmista: “Tu nos pões por opróbrio aos nossos vizinhos, por escárnio e zombaria daqueles que estão à roda de nós. Tu nos pões por provérbio entre os gentios, por movimento de cabeça entre os povos" (Sl.44:13-14).

Quem poderia levar a sério uma igreja patética como a dos nossos dias?

Basta olhar às manifestações bizarras atribuídas ao Espírito Santo para dar-se conta disso.
Urge resgatarmos a dimensão profética de nosso sacerdócio.

Uma igreja profética tem que estar engajada na transformação da sociedade. E para isso, ela não tem o direito de alienar-se. O profeta é aquele que constata e contesta. Sem constatação não há contestação. Como ele pode denunciar o que não sabe?

Como constataremos se nossos olhos foram vazados?
Como contestaremos se estamos trabalhando no moinho de Dagon?

A igreja contemporânea deu as costas ao mundo. Seus olhos estão vazados, e por isso, está impossibilitada de enxergar à realidade com olhos críticos.

Além da dimensão profética, urge também resgatarmos a dimensão poética da mensagem cristã.

Se nos ativermos ao profetismo, poderemos nos tornar pessoas insuportáveis. Não basta denunciar o erro, temos que anunciar o que é certo. E de que maneira devemos fazê-lo?

Muitos pregadores acham que o caminho é apologético. Porém, poucos frutos advêm da apologética. Um coração incrédulo não se dispõe a reconsiderar seus posicionamentos. Em bom português, ninguém dá o braço a torcer. Se não logramos êxito pelo caminho da razão, que tal buscarmos o caminho do coração? Em vez de apologética, que tal a via poética?

A Bíblia é um livro poético por excelência. Seu primeiro capítulo é uma narrativa poética de como tudo começou, cujo objetivo é revelar ao coração humano o amor e o cuidado de Deus pela criação. É perda de tempo buscar exatidão científica, ou simplesmente tentar conciliar o texto bíblico com o rigor do método científico.

Aliás, nas Escrituras, os livros poéticos estão dispostos antes dos proféticos. Os Salmos que formam o maior livro da Bíblia é pura poesia.

O que são as parábolas senão poesia?

Já li em algum lugar que os manuscritos mais antigos dos Evangelhos trazem as palavras de Jesus ditas em versos rimados. Não duvido disso. Jesus é o Poeta dos poetas.
A via profética aponta para a ética, enquanto que a via poética para a estética. O profeta fala do que é bom, enquanto o poeta mostra o que é belo.

É o equilíbrio entre a dimensão profética e a dimensão poética que vai impedir que a igreja caia no fosso do patetismo.

Desta maneira, o mundo olhará para nós com admiração, tanto pelo bem que pregamos, quanto pela beleza com que nos expressamos.

Texto de Hermes C. Fernandes

sábado, maio 16

Por que tão patéticos?

Seus Problemas Acabaram

"A qualidade nunca se obtém por acaso; ela é sempre o resultado do esforço inteligente."
(John Ruskin)

Todos almejam alcançar uma qualidade de vida. A palavra qualidade tem como raiz etimológica o latim qualitate. Existem várias definições para qualidade, tal termo é utilizado em situações bem distintas, uma delas diz que ter qualidade significa estar em conformidade.

E tal constatação só é possível se tivermos alguma referência. Com ela é possível confrontar o que esta sendo vivido com o que se pretendia viver, o realizado com o planejado. E o resultado deste confronto nos possibilita verificar se a vida esta nos conforme, e tal constatação irá gerar a qualidade.

A falta de referência implica em uma caminhada sem norte, assim como em uma vida não convertida que anda segundo o curso deste mundo.

È importante frisar que a conversão é muito mais do que fazer parte de alguma instituição eclesiástica, antes ela diz respeito ao resgate da referência de vida. Ela faz com que olhemos para Jesus, autor e consumador da fé (Hebreus 12:2ª). E estando com os olhos dirigidos para tal referência, passemos a caminhar em direção a ela.

Infelizmente tem se vendido uma idéia um tanto quanto distorcida da realidade que é viver com Deus. Pois para a maioria, viver com Deus implica em parar de sofrer e isso é tido como sinônimo de qualidade.

Como que em um passo de mágica, no momento em que se colocam os pés no “lugar santo” de uma igreja, os problemas deixam de existir. Tratam a tristeza e a aflição como sendo obras oriundas do Diabo, para esse tipo de pensamento o “crente” não pode ser entristecer, se estar triste é porque deu lugar para o inimigo.

O apostolo Paulo orienta para que seu pupilo Timóteo tenha uma postura de sobriedade em relação às aflições, ele diz; “Mas tu, sê sóbrio em tudo, sofre as aflições...” (II Timóteo 4,5ª)

As aflições trazem consigo sofrimento, e este por sua vez geram tristezas. Só nos sentimos tristes em relação à nossa vida porque sabemos que ela poderia ser diferente, e só sabemos que ela poderia ser diferente porque há uma possibilidade dela mudar.

Perceber que a vida esta indo mal é um bom sinal. Significa que não perdemos a referência e mais; isso demonstra que a consciência esta forte e viva. Isso nos possibilita perseguir a qualidade. Que para nós neste contexto, é estar em conformidade com a vontade (referência) de Deus.

Portanto a tristeza é o meio pelo qual podemos diagnosticar se a nossa vida não esta conforme a referência que Deus estabeleceu para nós. È através do sofrer as aflições que chegamos a essa conclusão. E isso graças ao fato de Cristo ter se estabelecido como o nosso referencial.

Meu desejo é que eu comece a sofrer no dia em que eu “parar de sofrer”. Pois esse “parar de sofrer” gerará em mim uma conformidade com o estilo de vida praticado. Já o sofrer gerado pela constatação da desconformidade com a referência, me conduzirá a transcender a forma para que então eu possa atingir a qualidade de vida que ELE preparou.

Tristemunho



Via [Pavablog]

segunda-feira, maio 11

domingo, maio 10

Deus: Um Pai com Amor de Mãe.


Transcrição do sermão pregado na manhã de hoje (10/05/09) Pastor Cecílio Junior.

Santa Ceia ministrada na Reina do Engenho Novo.


Você já notou que, ainda antes de o neném nascer a mãe já o ama. Mesmo sem nunca ter visto o rosto da criança, só em saber que a criança já foi concebida a mãe já devota amor para com ela.


O amor de mãe é incondicional, ela nos ama antes mesmo de nós a amarmos. Assim como é o amor de Deus para conosco, nós O amamos porque ELE nos amou primeiro (I João 4:19).


Ainda antes de existirmos Deus nos ama. É um amor que antecede a existência, como diz em Jeremias 1:5a; "antes que te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da madre, te santifiquei".


Quando uma mãe está prestes a dar a luz, qual é o trabalho e o esforço de seu filho? Ele se esforça para nascer, ou é de sua mãe todo o trabalho para que ele nasça? Com certeza é da mãe todo esforço e trabalho para que a criança venha a nascer. Ela (a criança) apenas se deixar levar pelos esforços dispensados pela sua mãe.


E quando estamos prestes a nascer de novo, qual é o nosso esforço? É nosso o encargo de fazermos o trabalho de parto, ou é Deus quem faz todo o trabalho do novo nascimento?


Para responder a questão acima citada, vamos recorrer a João 1:12-13; "Mas a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome; Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus."


Fica claro que o novo nascimento é um esforço 100% divino, sem qualquer tipo de participação humana.


Se uma criança embora sendo um ser vivo não se esforça para nascer, antes descansa no trabalho de parto da mãe. O que dizer de nós que estávamos mortos em nossos pecados e delitos, como teríamos alguma parcela participativa na salvação? De fato "pela graça sois salvos, mediante a fé e isso não vem de vós é dom de Deus" (Efésios 2;8), e sabe pra que? Para que ninguém se glorie (verso 9b). Soli Deo gloria!


Porque uma mãe ama o seu filho recém nascido? Durante 9 meses ele lhe causa dor, depressão, estrias, desejos estranhos, seu corpo se deforma e ele, ao invés de nascer sorrindo, já nasce chorando.


Assim também porque Deus nos ama tanto? Se durante a vida nos lhe causamos tanta dor, depressão, marcas de espinhos, seu corpo se deformou, e nós, ao invés de agradecermos, vivemos reclamando.


A explicação esta no fato de que SUA Graça é maior do que qualquer pecado humano, não é a toa que onde abundou o pecado, superabundou a graça. E mais:


"Em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência. Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também. Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos)." (Efésios 2:2 - 5)


Depois que o bebê nasce sua mãe começa uma longa jornada para ensiná-lo a andar, falar, viver. Ainda que o seu filho tropece, ela insiste até que ele aprenda.


"Quando Israel era menino, eu o amei; e do Egito chamei a meu filho. Mas, como os chamavam, assim se iam da sua face; sacrificavam a baalins, e queimavam incenso às imagens de escultura. Todavia, eu ensinei a andar a Efraim; tomando-os pelos seus braços, mas não entenderam que eu os curava. Atraí-os com cordas humanas, com laços de amor, e fui para eles como os que tiram o jugo de sobre as suas queixadas, e lhes dei mantimento." Oséias 11:1-4


Da mesma forma depois que somos regenerados, Deus nos ensina a andar como ELE andou, falar na linguagem do Reino e a viver em abundância. Ainda que o seu filho tropece, Ele insiste até que ele aprenda.


A conversão é algo instantâneo, acontece no momento em que nos rendemos a Cristo, já a santificação é algo paulatino, ocorre de glória em glória, e a garantia que temos é que Aquele que começou a boa obra é fiel para completa- la. Pois Deus é Paciente e Longânime e o motivo de nossa perseverança reside no fato de que ELE persevera por nós.


Por último, uma mãe dá a sua vida inteira por amor de seu filho, para que ele tenha uma grande vida! Sonhos são deixados de lado, única e exclusivamente para que a criança seja o centro das atenções.


"Porventura pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho que cria que não se compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse dele, contudo eu não me esquecerei de ti." Isaías 49:15


Assim também Jesus deu a SUA vida inteira para que tenhamos uma vida completa Nele!


Mamãe Querida ...

Só tenho que agradecer a Deus pela mulher que ELE escolheu para ser minha mãe. Por eu ter sido o primeiro dentre as 500 milhões de células espermáticas a se unir com o óvulo dela, formando assim uma única célula, o zigoto, até que eu começasse a crescer através da divisão celular.

E por ter me preservado ali durante 07 meses e duas semanas – pois sou um prematuro que já estava maduro pela provisão de Deus.

Se pela graça de Deus sou o que sou, posso dizer sem medo de errar que; pela minha mãe sou o que sou. Pois percebe- se nitidamente que ela é a operacionalização da Graça de Deus em minha vida.

E não obstante em me dar a luz biológica, ela ainda foi o canal de Deus para que a semente da Palavra fosse fecundada em meu coração, fazendo com que eu nascesse de novo.

Eu era um moleque de 12 anos quando fui presenteado por ela com uma Bíblia, contendo a seguinte dedicatória:

“Querido Bruno, sei que você ainda não entende tudo o que está aqui, mas você crescerá e vai entender que isso é a maior riqueza que alguém pode ter; a presença de Deus meu filho. Eu te amo muito, sua mãe Maria Tereza.”
Rio 19/12/1997

De fato cresci, mas ainda não entendo todo o conteúdo da Palavra e nem entenderei.

Pelo contrário, o Espírito Santo tem me levado a prosseguir em conhecer ao Senhor. Assim como as águas do mar que quando tocam os lábios provocam sede, à medida que conheço tal conhecimento mais vontade tenho de conhecer. É um caminho sem fim...

Hoje sou um soldado preparado para a vida, mas que sabe muito bem com que armas se deve lutar.

Obrigado Mãe, por ter me colocado nesse Caminho, por ter me dado a luz duas vezes, e por ainda estar suportando as dores de parto.

Acho que nem a eternidade que Deus me concedeu seria suficiente para pagar tudo aquilo que a Senhora fez e faz por mim.

sábado, maio 9

Suinocultura

Via [Charges Protestantes]

Mateus 16. 24,25



"Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga. Pois quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim vai encontrá-la." [Jesus]

É revoltante.

Acabei de ver um vídeo falando às pessoas, que se elas crerem em Jesus, se elas dizimarem, se financiarem a "obra" do céu aqui na terra, terão casa, bens materiais, emprego...

Como se Jesus precisasse do seu dinheiro para derramar dons e graça sobre a sua vida.

Trocam Jesus, como se ele fosse uma figurinha brilhante do álbum, aquela que te falta, aquela que você precisa, consequentemente, aquela que é: A mais cara.

Assim, comercializam a cura, a salvação, o amor. Omitem que o sangue derramado por Jesus, na cruz, já pagou por tudo isso.

O que ensinam na comunhão de pastores atualmente? "Como fazer um discurso emocionante para conseguir mais dinheiro dos fiéis"

Isso deve ser matéria em alguns cursos de pastores. Não digo todos, existem ainda os que querem realmente tornar a palavra de Deus conhecida pelo que ela é, pelo que Jesus foi, não pelo que Ele pode fazer por você. Graças a Deus por isso!

O conceito de vida está destorcido, o mundo prega que Deus te serve, que Deus quer te ver feliz, sentimental e financeiramente. O mundo então, gira ao redor do homem, ele é o centro do universo e manda e desmanda na vontade de Deus. Então pra quer ser "evangélico" ? Vamos ler O SEGREDO e tentar dominar as forças da lei da atração. Mais fácil. Já que nada que é pregado vem de graça. Se você fica doente " Esse irmão deu brecha" . Se você é mandado embora, esquecem a crise e dizem "Não deu o dízimo, Deus castiga".

Pra que Deus faça a sua vontade, você tem que fazer a vontade dos pastores e líderes dos templos. Dificil, já que pra eles, só os SANTOS merecem a glória de Deus.

A verdade dói, mas vou dizer : Ninguém é santo, e muito menos digno da graça de Deus.

Por tanto, você nunca vai conseguir essa casa que eles tanto pregam, nem o emprego, nem os bens materiais, por obras que VOCÊ fez. Nada virá em troca do seu empenho e esforço.

Você vai conseguir sim, mas por amor e misericórdia de Deus pela sua vida, que por inocência, ou excesso de fé, segue, acredita e deposita sua crença e seu dinheiro , na mão desses pregadores que querem manter o status religioso, em um mundo que pontos de audiência denominam quem tem mais unção.

Jéssica Carolina Flores Diaz em seu blog [via Vineyard Café]

sexta-feira, maio 8

O Amor que Constrange I - E a sua relação com os homens

“Porque o amor de Cristo nos constrange.”
(II Coríntios 5:14)


Quem é o homem para provocar alguma variação na pessoa de Deus? Nossas boas ações não passam de trapos de imundice. É muita arrogância da nossa parte achar que uma ação nossa possa moldar o agir divino. Nada que façamos ou deixemos de fazer, ira fazer com que Deus nos ame mais ou menos. O amor de Deus não esta fundamentado nas circunstâncias, mas sim em seu próprio ser, pois Deus é amor e não tem como desassociar uma coisa da outra. Logo, se em Deus não existe sombra de variação, assim também é no seu amor. Portanto nada é capaz de nos separar desse amor e não importa o que façamos o amor DELE para conosco é invariável.

A questão é; como devemos lhe dar com esse amor? Pois o amor de Deus é completamente antagônico ao praticado pela natureza humana, ninguém esta acostumado a ser amado da maneira como Deus nos ama, pelo contrário, estamos acostumados com um “amor” baseado na pena de Talião – olho por olho, dente por dente - onde as reações dependem das ações que nos são dirigidas, tudo depende da maneira como o outro vai se comportar, busca- se pagar na mesma moeda.

Quando alguém nos faz mal, esta pessoa já fica com espírito armado, esperando um troco a altura, mas então vem o Espírito Santo e nos compele a pagar esse mal com o bem, fazendo com que tomemos um caminho diferente. E esta reação inesperada gera o constrangimento que é capaz de transformar um inimigo em amigo.

Veja se não foi justamente isso que Deus fez conosco; Ele nos amou quando ainda éramos inimigos (Romanos 5;10), não existia e nem existe nada em nós que nos faça merecedores desse amor. O que merecemos é a morte e a condenação. Mesmo assim ELE nos amou, surpreendendo assim a todos, pois o Deus que é Amor age por Graça ( favor imerecido).

O mais interessante é que “ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.” (Isaías 53; 5)

Ou seja, as mesmas pisaduras que nossos pecados provocaram em Jesus, foram usadas para nos prover cura. Isso mostra a capacidade que o Amor tem de transformar o mal (pisaduras) em Bem (cura).

Tal atitude deve ser a nossa referência de vida, assim como Deus agiu conosco, devemos agir para com os demais. Humanamente falando isso é impossível, eu seria hipócrita em dizer que é fácil viver esse amor. Daí a importância de Cristo viver a Sua vida através da nossa (Gálatas 2; 20), pois só podemos dar aquilo que recebemos, e só amamos porque ELE nos amou primeiro.

Com isso estaremos aptos a pedir como o salmista;

“Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos, unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda”. (Salmos 23:5)

O objetivo disso não é para causar inveja aos inimigos e nem para mostra como nossa fé é poderosa, antes é para que o que temos recebido de Deus venha transborda, a fim de que “se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe pão para comer; e se tiver sede, dá-lhe água para beber.” (Romanos 12:20)

Nunca se deve pagar o mal com mal, mas sim com o bem. Infelizmente o que se esta em voga é um triunfalismo, que tem como objetivo humilhar nossos inimigos, para que assim o “nome de Deus seja glorificado”, sinceramente isso é completamente incoerente com o evangelho. Pois o objetivo desta “mesa preparada” é justamente o de constranger em amor os nossos inimigos.

O Amor que Constrange II - E a sua relação com Deus

Certo dia, dois garotos, Moisés e Paulo, foram deixados em um playground por seus respectivos pais, sob a ordem de não se sujarem com os brinquedos. Eles poderiam brincar de tudo mais não podiam se sujar com nada. Depois de algum tempo eles já haviam brincado de quase tudo quando Paulo percebeu que ambos estavam muito sujos.

- Ei, você percebeu que estamos sujos pra caramba?

Respondeu Moisés:

- Nossa é mesmo! Nossos pais vão brigar com a gente! Eu nem sei o que vou fazer, pois meu pai é muito violento e é capaz dele me bater.

Naquele momento os dois buscavam alguma forma de se limpar antes que seus pais chegassem. Tentaram de tudo, porém quanto mais eles tentavam se limpar, mais se sujavam. Moisés com um ar de comparação pergunta a Paulo:

- O que teu Pai vai fazer quando ele chegar e vir o quanto você está sujo?

Paulo:

- Meu Pai é um homem amável e provavelmente vai me ajudar a me limpar e me comprará um sorvete a caminho de casa.

Moisés ficou perturbado com aquelas palavras e argüiu novamente a Paulo:

- Eu estou preocupado se meu pai vai me bater ou não, e você diz que teu pai é um cara legal! Por que você está com tanta vontade de se limpar antes dele chegar?

Paulo:

- Eu quero me limpar, pois não gosto de ver o quanto meu pai se entristece cada vez que eu não consigo cumprir uma de suas ordens, não gosto de decepcioná-lo. Ele é um pai tão bom para mim, me dá tudo o que eu preciso e sempre está do meu lado.

Depois de alguns minutos os pais chegaram. O Pai de Moisés o pegou pelo braço e lhe deu dois tapas como sinal de castigo por haver se sujado, o de Paulo o tomou pelos braços lhe deu uma pequena bronca por ter se sujado, mas depois o pôs sobre seus ombros o levou para casa e o ajudou a limpar sua roupa.

Texto criado por Cecílio C. Fernandes Junior

Uma mente constrangida pelo amor faz com que nossa relação com Deus não seja baseada no medo. È preocupante notar a buscar que se tem em viver uma vida de santidade motivada pelo medo do castigo divino, antes devemos ter em vista que o verdadeiro amor lança fora todo o medo.

Independente dos erros que cometemos Deus sempre estará de braços abertos para nos receber. Não existe maior constrangimento do que este o de ser surpreendido pelo amor divino. E é justamente esse constrangimento que nos leva a viver uma vida de santidade que agrade a Deus, não mais fundamentada no medo, mas sim no amor que constrange.

Toda vez que tivermos uma oportunidade de pecar, teremos em mente que ainda que tenhamos pecado, Deus estará apto a nos receber. Mas isso não deve servi de legitimação para pecar, ao contrário, essa certeza na mente nos constrange a não pecar mais.

Isso faz toda diferença, não evitamos o pecado por medo da punição, mas sim por amor á Deus.

Rob Bell - Lump ( Legendado)



Nada pode mudar o Amor de Deus para Conosco. Nada!

terça-feira, maio 5

Valor


“Só aprendemos o valor da água quando o poço está vazio.”
(Thomas Fuller)

Diferentemente de nós, homens, que tendo algo em abundância agimos de maneira pródiga e inconseqüente, sem pensar nos efeitos de longo prazo, Deus não se dá ao luxo de desperdiça coisa nenhuma, mesmo ELE sendo uma fonte inesgotável de energia.

Mas o que será que leva a natureza humana a agir dessa maneira, não era para ser diferente? Ora, se somos seres limitados deveríamos agir com mais responsabilidade, e acima de tudo com mais administração, a fim de otimizarmos os recursos.

Mas o que constatamos é uma tremenda falta de responsabilidade e desvalorização para com aquilo que temos recebido.

Veja, para atribuirmos valor a algo, este algo tem que ser útil e principalmente escasso. Quanto mais raro de se achar maior será o valor atribuído. Podemos tomar como exemplo as pérolas, o ouro e o petróleo, são coisas que não se acham em qualquer esquina, o que nos leva a atribuir valor para cada uma delas.

Com isso, percebe- se que o motivo que nos leva a negligenciarmos aquilo que temos recebido do alto, muitas vezes reside na percepção que temos de valor, tendo em vista que para nós só tem valor aquilo que é escasso.

Só que no Reino de Deus ocorre uma completa subversão e conversão de valores;

“E a graça de nosso Senhor superabundou com a fé e amor que há em Jesus Cristo.” (I Timóteo 1:14).

Deus nos entrega sua Graça de maneira abundante, subvertendo a referência que temos de valor! Mesmo sendo abundante, não temos o direito de desvalorizar a graça recebida do alto e nem de torná-la vã em nossa vida. (2 Coríntios 6;1).

Desvalorizar a Graça também implica em não cuidar da Criação. Pois ela (a Graça) esta presente em nosso cotidiano, para qualquer direção que olharmos iremos encontrá-la revelada na criação.

Com isso, adotaremos uma postura diferente para com os recursos naturais, que mesmo sendo abundantes em nosso planeta, estão fadados a acabarem graças à desgraça humana em desvalorizar o que é abundante.

Mas uma consciência iluminada pela graça, ensina a valorizar aquilo que temos em abundância. Nos leva a mirar no longo prazo, a pensar nas futuras gerações. Pois " um homem de valor pensa em si mesmo em último lugar" ( Friedrich Schiller).

Não espere o poço ficar vazio para então valorizar a água, é melhor perceber e atribuir valor na abundância do que na escassez.

sexta-feira, maio 1

Lançar a Rede

Certa vez, “... sendo já manhã, Jesus se apresentou na praia, mas os discípulos não conheceram que era Jesus. Disse-lhes, pois, Jesus: Filhos tendes alguma coisa de comer? Responderam-lhe: Não. E ele lhes disse: Lançai a rede para o lado direito do barco, e achareis. Lançaram-na, pois, e já não a podiam tirar, pela multidão dos peixes.” (João 21; 4 – 6)

Os discípulos passaram o dia pescando e não obtiveram sucesso. Nenhuma “cocoroquinha” foi pescada para contar história. Eles já estavam exaustos, quando de repende um homem se aproxima pedindo comida, e diante de uma negativa, esse mesmo homem os ordena para que a rede seja lançada do lado direito.

Ora, aqueles homens se tratavam de verdadeiros lobos do mar, não eram marinheiros de primeira viagem, sabiam que tinham dado duro, porém o mar não estava para peixe. Eles obedeceram tal ordem, mesmo sem reconhecer que era Jesus quem os falara. E para surpresa de todos, no momento em que lançaram a rede conforme dito, já não a podiam tirar, pela multidão de peixes.

Interessante que a rede em si era a mesma que eles usaram durante o dia, o que mudou foi a direção para onde ela foi lançada.

As vezes estamos insistindo por demais em algo e o resultado esperado nunca aparece. O ponto crítico de insucesso não reside na capacidade ou nos esforços dispensados, mas sim para onde esta sendo direcionado tais insumos. A mesma ação executada em um lugar diferente pode trazer o tão esperado resultado.

Existe o risco de sermos eficientes mas sem eficácia. A eficiência diz respeiro ao meio, enquanto que a eficácia diz respeito ao fim. As vezes a coisa é feita da forma certa ( com eficiência) mas não gera resultado (eficácia) simplesmente por esta sendo feita no lugar errado.

O lançar a rede do lado direito, implica em ter direcionamento, o que gera resultados, alinhando assim eficiência com a eficácia.

Existem lugares onde nossos conhecimentos e habilidades são bem aceitos, mas também existem outros onde o que somos ou o que temos não vale e nem serve para nada.

Tudo é uma questão de foco, de se buscar fazer a coisa certa no lugar certo, as vezes só o que precisa mudar é a canalização dos recuros. Não basta lançar a rede direito, tem que lança- la no lado Direito. Com isso teremos relevância no lugar onde estamos inseridos.