segunda-feira, novembro 14

EGO




Por Bruno Jardim

O EGO não dá sossEGO
Seja no judeu ou no grEGO
No brasileiro ou no galEGO

Alimenta-lo é um emprEGO
Ele prende como um prEGO
E suga como um morcEGO

Se faz de aconchEGO
Ah, isso eu não nEGO
E ainda, se apresenta onde chEGO

O pior, é que não peço arrEGO
O que importa é minha pele de pêsseEGO

Pois é...
Pelo visto, de tanto olhar para o EGO
Fiquei cEGO

sexta-feira, outubro 28

Eu Escolhi Perguntar


Por Bruno Jardim

Seria muita presunção achar que posso encerra-Lo dentro de uma lógica TeoLÓGICA.

Nossa exegese e hermenêutica não é nem o Bê-a-bá.

Sou grato pelo precioso legado da Reforma, mas nossos Solas é só a sola dos pés de todo um caminho que ainda precisamos percorrer. Digo isto pois, jamais foi pretensão dos reformadores que parássemos onde eles pararam. Não é à toa que um dos lemas da Reforma Protestante é: Igreja Reformada, sempre Reformando."

Estamos condenados a viver uma permanente reformulação, não podemos parar no tempo, temos a obrigação de avançar.

Com diz A.W.Pink: "uma pessoa pode ficar tão impressionada com um determinado aspecto da Verdade de Deus que concentra toda a sua atenção neste aspecto, ficando excluídos todos os demais."

O ideal é mergulhar sem boias ideológicas ou dogmáticas na profundidade da mente de Cristo e buscar "anunciar todo desígnio de Deus." Atos 20.27

Quem é Ele? Ele É ...

Nestas reticências...Ele vai se revelando.

Assim, sigo em Conhece-Lo, mesmo sabendo que jamais alcançarei o horizonte e limite de Sua essência.

E quanto mais avanço, mais percebo que àquilo que pensava ser o todo, era apenas uma parte.

E assim, de forma paradoxal, quanto mais Ele se revela, ao invés de me trazer certezas, Ele me presenteia com mais curiosidades e dúvidas.

quarta-feira, outubro 26

Adorar em Verdade



Por Bruno Jardim

"Adorar em Espírito e em Verdade..." João 4:24

Adorar em Espírito diz respeito a Contemplação. Adorar em Verdade diz respeito a Efetivação.

Contemplamos em Espírito o que Ele É, para que possamos efetivar em Verdade de vida o Seu Ser.

Nos tornamos naquilo que adoramos:

Ele É Bom, logo Sua Bondade torna-se em Verdade em nossa vida;

Ele É Fiel, logo Sua Fidelidade torna-se em Verdade em nossa vida;.

Ele É Santo, logo Sua Santidade torna-se em Verdade em nossa vida;

Ele É Amor, logo Seu Amor torna-se em Verdade em nossa vida;

Este processo acontece à medida que vivemos a Verdade no Chão da vida.
Portanto, mais do que ser um adorador extravagante, Deus deseja que sejamos um adorador "exercitante"!

O Espírito Santo não é para nos colocar em transe, mas sim em trânsito.

Tristeza


Por Bruno Jardim 

Preocupa-me o fato de muitos se privarem da tristeza. Sim, é com tristeza que vejo pessoas sendo proibidas de sentirem-se abatidas, seja fisicamente ou moralmente falando.

Esta hipocrisia esconde uma artrose de alma que resulta na degeneração da cartilagem do sentimento e nos presenteia com uma rigidez crônica, impossibilitando qualquer tipo de articulação natural entre dois ou mais indivíduos.

Enquanto o homem revela sua artrose de alma, Cristo nos revela Sua hematidrose, que é a transpiração de sangue acompanhada de suor. Este fenômeno é o resultado de uma fraqueza física onde o corpo inteiro dói, acompanhada de um abatimento moral causada por uma profunda emoção.  

Que ironia! O Todo Poderoso faz questão de sentir e deixar transparecer o sentimento. Já nós, meros mortais, preferimos adotar uma postura sonsa, querendo passar uma imagem daquilo que não somos.

Enquanto que no Getsêmani, Cristo assume o compromisso de beber o cálice da dor. Na Cruz, Ele nega beber a mistura de vinagre com fel, que tinha como finalidade anestesia-Lo.

Interessante que quando Ezequiel é colocado no meio de um vale de ossos secos, logo “depois que se achegaram, cada osso ao seu osso, eis que vieram NERVOS sobre eles, e cresceu CARNE, e estendeu-se a PELE...” Ezequiel 37: 7-8

O NERVO vem bem antes da PELE, pois o sentir é mais importante do que o parecer.

A religião e o egoísmo tem sido o ópio que nos anestesia e remove do nosso ser o cabo nervoso. O homem passa de um estado sensorial para um estado vegetal. Temos afastado de nós o cálice da dor e nos embriagado da mistura de vinagre com fel.

Tiago é veemente ao dizer “SENTI as vossas misérias, e lamentai e chorai; converta-se o vosso riso em pranto, e o vosso gozo em TRISTEZA.” Tiago 4:9

Infelizmente a aparência de vida tem sido mais valorizada do que a essência da vida. Morremos quando paramos de sentir. Com isso, somos desconectados de nós mesmos e dos outros.

Esta tristeza a qual Tiago fala é fundamental no processo de arrependimento, pois é a “tristeza segundo Deus” responsável por produzir “um arrependimento que leva à salvação e não ao remorso...” II Coríntios 7:10

Bendita tristeza que o Espírito Santo provoca em nosso ser. Graças a ela somos salvos da rotina do pecado e passamos a sentir nossas misérias. O que antes era motivo de riso, agora nos faz chorar, pois é impossível continuar pecando em paz.

Nem sempre a tristeza ou a dor que sentimos é para nos levar ao arrependimento, tem momentos que ela será parte de um processo para o cumprimento de um propósito.

Portanto, a primeira coisa a se fazer em tempo de tristeza é sentir a tristeza, não a esconda. Não somos robôs ou seres inanimados. Antes, somos dotados do mesmo Sentimento que houve em Cristo Jesus.

terça-feira, outubro 18

o Lápis e o Apontador




Por Bruno Jardim 
- Aí! Minha ponta quebrou... que dor!

- Deixa que eu te ajudo.

- Mas, quem é você?

- Prazer, sou o apontador.

- Preciso de uma ponta nova para continuar escrevendo minha história.

- Sei exatamente do que você precisa...

- Hummm...sabe mesmo?

- Confie em mim, só me aponte onde está sua dor que farei dela uma ponte para uma nova cor.

- Doí aqui olha, bem na pontinha.

- Nossa, estou vendo o buraco, ta feia a coisa.

- É que eu fui com muita força no caderno que estava escrevendo, não notei que eram folhas novas.

- E você tentou usar ponta velha em uma folha nova?

- Sim, sabe como é né, a ansiedade nem me deixou notar este detalhe.

- Já estou acostumado, vocês sempre fazem isso, agora relaxa.

- Mas, espera ai! Esta sua lâmina afiada, não vai me machucar ainda mais?

- É uma dor necessária...

- Não! Eu preciso de alívio imediato, este processo vai piorar minha situação.

- Preste atenção! Enquanto os outros lápis só enxergam sua superfície machucada, eu olho seu interior e vejo que você ainda tem muito grafite para utilizar.

- Ah, então coloca logo essa ponta nova!

- Quem disse que o meu trabalho é colocar, o meu negócio é tirar! Você não precisa de nada novo, toda potencialidade já existe latente em você e nem preciso de lente para perceber.

- Nossa, agora você me fez pensar diferente.
- Para que o seu grafite possa emergir, preciso lapidar sua madeira, aparar as arestas e remover a estrutura que serviu de suporte para a ponta velha.

- Me convenceu, já estou aqui parado, pode começar!

- Não trabalho assim, se você ficar parado não vai adiantar. Você precisa girar, pois é no movimento que está o aperfeiçoamento. Vamos juntos no mesmo sincronismo.

- Entendi! Vamos! Espera, assim não...Aí... tá doendo, seu @#$#@$%$#¨$¨!

- Incrível como vocês reclamam e me xingam durante este processo, eu sei que dói, por isso me chamo apontador, pois minha função é apontar o caminho que a dor pode te levar. É fazer dela uma bússola, ressignificando seu passado, para que tenha um sentido no futuro. Pronto acabei!

- Uau! Estou novinho em folha!

- Mas, cuidado com a folha, não resisti ao trocadilho...rsrsrs

- Hahahaha...verdade, tomarei cuidado!

- Não espere sua ponta quebrar para me procurar. Não a deixe por um fio. Quando notar que ela já não está tão afiada, pode vir sem medo que eu já estou amolado para te afiar.

- Certo! Muito obrigado pela sua paciência e desculpe toda minha resistência.

- De nada, vai lá que tem muita folha em branco para você escrever, continue sendo o protagonista de sua história.

- Pode deixar!

- Vá e não quebreis mais.... Mas, se quebrar já sabe a quem procurar.

quinta-feira, outubro 6

MESA

Por Bruno Jardim

Quando Deus prepara uma mesa diante dos nossos inimigos, não é para deixa-los com água na boca. Mesa é lugar de servir, portanto, tal mesa é preparada para saciar e não para ostentar.
Dito isto, o "preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos," de Salmos 23:5, é para que se cumpra o "se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber," de Romanos 12:20.
Fala sério? E se Ele não houvesse preparado uma mesa diante de nós, Seus inimigos, onde estaríamos?
A Cruz foi a mesa onde O Cordeiro Imolado foi ofertado, temperado pelos nossos pecados. É graças a esta oferta que somos aceitos no banquete do Rei.
Todos éramos inimigos de Deus e é justamente neste tempo de inimizade que "Deus demonstra seu amor por nós: Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores (inimigos)". Romanos 5:8
Nossos pés coxos e vacilantes, nos faziam andar "nos desejos da nossa carne...e éramos por natureza filhos da ira, como também os demais (tudo farinha do mesmo saco)." Efésios 2:3
Mesa é lugar de nivelamento. Nossos pés coxos e vacilantes ficam ocultos na parte debaixo dela. O que fica à vista de todos é a parte de cima do corpo para que possamos olhar no olho de cada um.
Nesta mesa não há méritos e nem ordem de chegada. Tão pouco status social: nobres e plebeus tem o mesmo trato.
No cardápio dela, é servido o prato da Graça ao molho de Misericórdia, acompanhada de um frescor da Alegria do Vinho Novo, última safra. (Especialidade da Casa)
Nela, "Mefibosete" não sofre mais bullying, agora ele tem lugar cativo! Apesar de coxo de ambos os pés, ele se sente incluso e come com Príncipes e o Rei. (II Samuel 9)
Quer saber, só age com misericórdia quem reconhece que um dia precisou dela. Eu precisei e você?
Então, vai lá e seja uma mesa para àqueles que Deus tem colocado diante de você.

domingo, outubro 2

Bacia


Por Bruno Jardim

O mesmo tipo de bacia que Pilatos usou para lavar as mãos, foi o mesmo que Jesus usou para lavar os pés dos discípulos.
Assim é a responsabilidade, ela é como uma bacia.
Uns a usam para lavar as mãos, sem se preocupar com o outro que é diferente. Estes, enxugam as mãos com a toalha do segmento que representam e tiram o corpo fora, pois só se preocupam em poupar sua imagem e manter o "status quo" que os favorecem.
Já outros, a usam para lavar os pés dos outros. Tomando para si a responsabilidade de fazer a diferença, indo ao encontro do diferente. Estes, se despem da toalha, ficam nus para enxugar o pé do outro. Traz refrigério e preparam pés diferentes para seguir o caminho. O senso de pertencimento, ocupa o lugar do segmento.
A Bacia de Pilatos carrega a água da Moral. A Bacia de Cristo, carrega a água da Ética.
Só Interage com o ambíguo, quem deixa de olhar para o próprio umbigo.
Não é porque sou branco, cristão, hétero, nunca fui estuprado, não moro em comunidade, que não vou me importar com o índio, negro, ateu, homossexual, vitima de estupro e carente.
Se um dia fui tratado pela Graça de maneira exclusiva, e fui aliviado da sobrecarga e opressão. É para que agora possa tratar o outro de forma inclusiva, a fim de levar alívio para quem ainda é oprimido.
Só assim faz quem se aliviou da pretensiosa responsabilidade de querer converter todo mundo à sua crença e passou a carregar o fardo leve do amor.
Definitivamente, não fui chamado para catequizar ninguém, fui chamado para amar.
Lavar minhas mãos? Só se for para deixa-las limpas a fim de lavar os pés dos outros, sejam eles destros ou canhotos.

segunda-feira, setembro 12

A Graça nos Detalhes


Por Bruno Jardim 

Ela estava nos cochilos da tarde depois da aula e também naquele cheiro de café que sentia por volta das 16hs de uma terça feira cinzenta, enquanto assistia Lagoa Azul na sessão da tarde.

Ela estava no canto da cigarra. Que ao mesmo tempo que servia de apito final para a brincadeira de bola na rua, também servia de trilha sonora para mais um crepúsculo no subúrbio.

Ela estava naquele cheirinho do material escolar novo que dava até pena de usar.

Ela estava nas noites em que não conseguia dormir, só porque no dia seguinte tinha passeio da escola; museu, zoológico, cinema... Ah, ela estava também na bagunça do ônibus!

Ela estava quando ainda criança, encontrei com minha professora na rua e me dei conta que ela era uma pessoa normal!

Ela estava quando eu arrumava as coisas pra ir dormir na casa do melhor amigo. E também quando o melhor amigo vinha dormir em minha casa.

Ela estava naquele dinheiro amassado que eu recebia da minha vó para ir comprar doce na quitanda da esquina.

Ela está aqui enquanto escrevo e você lê este texto. 

Ela é tudo em todos e se faz percebida nos detalhes inesquecíveis da vida.

Não há nada que a pague ou apague, Pois ela é de graça e permanente.

domingo, setembro 4

Misericórdia e Graça



Por Bruno Jardim 

Quando era inimigo...
Pela Misericórdia fui aceito e amado.
Pela Graça, tornei-me desejável e amável.

Quando era estrangeiro...
Pela Misericórdia fui hospedado.
Pela Graça, recebi todo cuidado.

Quando estava perdido...
A Misericórdia foi o ventre que me acolheu.
A Graça, foi o braço que a mim se estendeu.

Quando voltei para casa...
A Misericórdia me recebeu no portão.
A Graça, matou o melhor Cordeiro para celebração.

Agora que estou no caminho...
A Misericórdia é a primeira milha que devo andar.
A Graça, é a segunda, que me faz ir além do caminhar.

sábado, agosto 20

7 Coisas que aprendi com os 7 x 1 da Alemanha


Por Bruno Jardim 


1° A VIDA É IMPREVISÍVEL

A única certeza da vida é que teremos surpresas.

Devemos sim planejar, ter projetos, mas nunca colocar nosso planos acima Daquele que tem o Plano maior. O Seu propósito sempre irá prevalecer.

“Muitos são os planos no coração do homem, mas o que prevalece é o propósito do Senhor.” Provérbios 19:21

2° HUMILDADE

Todos somos uma boa obra em andamento, e as vezes durante este processo de aperfeiçoamento, é necessário recebermos duros golpes para lembrarmos que não somos lá grande coisa.

Quando o homem começa a se achar, Deus nos fura com uns espinhos na carne para nos murchar.

Sim, os 7x1 servem de espinhos em nossa carne. E nem adianta orar pedindo para tirar.

3° BOM ÂNIMO

"Ih lá vem mais, ih lá vem mais, virou passeio.... gol da Alemanha..."

“...no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo...” João 16:33
A aflição não tem agenda, ela vem de onde menos esperamos. Temos a tendência de ficar paralisados diante do imprevisível. O cérebro entra em “tilt”, tudo se trava e não conseguimos mais nos movimentar.

Ânimo tem a ver com movimento, animação. Ou seja, é aquilo nos move. Já o inanimado, é o que não se move, fica desfalecido, cujas forças físicas e mentais se esmorecem.

Por isso que Cristo nos orienta para termos, em meio as aflições, o bom ânimo. É para nos movimentar sempre, independente das circunstâncias.

4° O TODO É MAIOR QUE A SOMA DAS PARTES

A frase “o todo é maior que a soma das partes” foi escrita pelo movimento alemão denominado Gestalt. Em alemão, “gestalt” significa algo como “forma” ou “aspecto”.

Este movimento trouxe à tona a necessidade de tornar, patente o que está implícito. Tornar sólido o que está líquido.

Exemplo: "A+B" não é simplesmente "A+B", mas sim um terceiro elemento denominado "C".

No caso do Jogo: “Manuel Neuer + Philipp Lahm", formou um terceiro elemento chamado “Equipe Alemã”. Enquanto que “Neymar + Neymar”, nunca poderia formar uma equipe, mas apenas outro "Neymar". Tanto é que quando ele não jogou, o time também “não jogou.”

É integrando as partes conhecidas que nos tornamos aquilo que realmente somos e assim a vida flui de forma mais saudável.

O homem sempre está em processo de desenvolvimento. Não se pode parar de movimentar, só existe aperfeiçoamento, onde há movimento.

Uma andorinha só não faz verão. “Porque, assim como o corpo é um, e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, são um só corpo, assim é Cristo também.” 1 Coríntios 12:12.

5° TUDO PASSA....TUDO PASSARÁ

Apito final! Gol da Alemanha...Não! Depois do apito final, não houve mais gols (senão seria 20 x 1 ...rs)

A verdade é que nenhum dilúvio dura para sempre. Haverá sempre uma pombinha com um ramo de oliveira em seu bico para nos fazer lembrar que o tempo da tempestade passou.

A tempestade não é permanente, mas as lições que aprendemos com ela devem ser para sempre. Não adianta fazer as mesmas coisas e ainda sim querer obter resultados diferentes.

A melhor maneira de valorizar as experiências que vivemos é colocando em prática as lições que elas nos ensinaram.

6° RESPEITO

A seleção da Alemanha respeitou a nossa. Se eles quisessem daria pra fazer muito mais que 7. Eles colocaram o pé no freio em respeito a histórica e camisa do Brasil.

Não devemos jamais aproveitar do momento de fraqueza alheia para menosprezar o outro.

Por mais que um pavio esteja fumegando, ele ainda tem a potencialidade de voltar a arder e a queimar. O mesmo sopro que pode salvar um pavio que fumega é o mesmo que poderá apaga- lo de vez. Tudo depende da maneira que iremos soprar.

Amar é respeitar as limitações do outro.

7° SOBRIEDADE

Hoje a Alemanha é a referência de melhor futebol do mundo. Anos atrás era a Espanha e antes, por muitos anos foi o Brasil.

Interessante como as coisas na nossa vida vão e vem. É como uma roda gigante que insiste em rodar, ora estamos no alto, depois estamos por baixo.

A vida é feita de altos e baixos, de drama e comédia, de choro e riso.

Tendo em vista que tudo muda, precisamos ser sóbrios em tudo. “Mas tu, sê sóbrio em tudo, sofre as aflições.” 2 Timóteo 4:5

Ser sóbrio é ter equilíbrio, é não se deixar embriagar pelo vinho que os momentos alegres proporcionam e nem se deixar deprimir pelos momentos tristes.

Vivemos em um mundo que é cíclico. E a melhor maneira de viver em um mundo cíclico é mantendo uma postura linear.

O importante é não ficar tonto com o giro das circunstâncias, antes tenha seus olhos mirados de maneira linear na direção de Cristo, sem se desviar para esquerda e nem para direita. “Pois bom e reto é o SENHOR; por isso ensinará o caminho aos pecadores.” Salmos 25:8.

E assim, podemos todas as coisas em Cristo que nos fortalece; estar abatido, ter abundância, como a padecer necessidade, ter fartura, como a ter fome, levar 7x1, como ser penta campeão...Filipenses 4: 12 e 13.

quinta-feira, agosto 18

Vácuo?



Por Bruno Jardim 

"...estando arraigados e fundados em amor, possais compreender, qual seja a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade, e conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento." Efésios 3:17-19

Na Manjedoura vemos a PROFUNDIDADE de Seu Amor. É Deus mergulhando de cabeça nas águas da humildade e se fazendo um de nós.

Na Cruz vemos o COMPRIMENTO de Seu Amor. É a oferta vitalícia sendo consumada por meio de Seu Sacrifício, que vaza pelo tempo e pela eternidade...

No Túmulo vemos a LARGURA de Seu Amor. A surpreendente abrangência de Sua obra redentora, que nem a morte escapa, e acabou sendo alcançada por ela.

No Trono vemos a ALTURA de Seu Amor. O Cristo ressurrecto, que foi entronizado e Reina soberanamente, acima de tudo e todos.

Muitos declaram que Jesus não quer ser visto como crucificado, mas unicamente como ressurrecto. Que a manjedoura, o túmulo e a Cruz estão sem ninguém.

Cuidado, pois a maior estratégia do mal é fazer com que o homem desvie seus olhos da Cruz. Não podemos perder a Cruz de vista!

Pelo prisma do tempo, não faz sentido procurar em uma manjedoura quem já é adulto, assim como buscar encontrar na Cruz, quem é Rei e entre os mortos, quem vive.

Isto ocorre pois nossa vista natural só enxergar a vida em 2D (2 dimensões), Tempo/Espaço. Olhando assim, de fato a manjedoura, a Cruz e o túmulo estão vazios.

Mas, a Fé nos leva além, fazendo com que enxerguemos a vida em 4D, pelas quatro dimensões do Amor (profundidade, comprimento, largura e altura).

Por este prisma, o Espaço/Tempo torna-se irrelevante diante da imensidão da eternidade do Amor.

Tudo que é tocado pelo Amor ganha status de eterno.

Diante da eternidade não existe passado ou futuro, mas sim um constante agora. Todas as coisas acontecessem concomitantemente. Deus tem uma visão integral dos fatos.

Portanto a Manjedoura, a Cruz, o Túmulo e o Trono não estão vazios. Antes, estão preenchidos pela Onipresença Daquele que é tudo em todos.

Quando olhamos firmemente para Ele, que é o autor e consumador da nossa Fé, nos deparamos com a plenitude do Seu Amor, que é eterno. De modo que enxergamos o menino nascendo na manjedoura; o cordeiro sendo imolado na Cruz; o redentor nos comprando de volta da morte e o Rei dos reis reinando no Trono.

Foi do agrado de Deus que Nele habitasse toda a plenitude. Logo, fora Dele nada existe, a não ser um vazio, um vácuo existencial.

Nele, Manjedoura, Cruz, Túmulo e Trono interagem em perfeita harmonia, sendo sustentados pela órbita do Seu Amor.

"Então vi, no meio do trono (...) um Cordeiro, como havendo sido morto..." Apocalipse 7:17.

Ele é Cordeiro e Leão. Humildade e Poder. O Cristo que agora está entronizado, continua sendo o Cordeiro de Deus que por nós foi imolado.

Não perca Seu Amor de vista. Nada foge de Seu escopo de atuação. Ele está em todos os lugares.

Todos os dias alguém é alcançado pelos efeitos da Manjedoura, da Cruz, do Túmulo e do Trono. Sua voz ainda ecoa de lá, pois Sua Presença é permanente.

sábado, julho 9

Para Além da Letra

                                             
                                             Por Bruno Jardim 

Um verso da Bíblia é um "universo".

O que está sendo dito ali, é infinitamente maior do que está escrito.

A Letra, põe um ponto final.

O Espírito, reticências...

O "Está Escrito", é insumo.

O "Eu Sou", é produto final.

O "Eu sou", contém o "Está Escrito".

Mas, o "Está Escrito", sozinho, não contém o "Eu sou".

A Letra, é meio.

O Verbo, é fim.

Portanto, o fim da Letra é Ser Verbo.

A Letra tem a potencialidade de matar, justamente por existir o risco dela não se tornar em Verbo, ou seja; ação/vida para o próximo.

GERÚNDIO


Por Bruno Jardim 

Uma vida sem gerúndio
É digna de repúdio
Ela não se define em um instante
Por isso exige ação constante
É caminhando no caminho
Olhando a paisagem 
Que se ganha coragem 
Para abandonar toda bagagem
É voando para além do ninho
Que se alcança longitude 
Não importa a altitude 
O importante é ter atitude
É mantendo o movimento 
Ainda que contra o vento
Que a cada dia me reinvento
E aproveito cada evento
É amando em tempo de dor 
Que se tempera a vida com sal
Pois amar é para amador
Não é para profissional
Nada é definitivo
Não se carte em seu distintivo
Sem querer ser taxativo...
É preciso continuar indo e vindo
Para se manter ativo.

sexta-feira, julho 1

Amor Quebrado




Por Bruno Jardim

Amor que se decora 
Não decola 
Simplesmente não cola.

Amor que se acostuma 
Não se apruma 
E não gera surpresa nenhuma.

Amor que se faz robotizado 
Não gera aprendizado 
Só cumpre com um horário marcado.

Amor que se compara 
Só repara 
Não se prepara e ainda separa.

Amor que se envaidece 
Parece que se engrandece 
Mas, no fundo só perece.

Amor que ostenta 
Só pensa em si 
Deixando a outra pessoa sedenta.

Amor que faz muito barulho 
Só alimenta o orgulho 
Deixa o fundo com muito entulho 
E machuca quando há mergulho.

Amor que fala alto 
Tem medo de descer do salto e sentir outro asfalto 
Talvez por medo de assalto.

Amor que não se lança 
Nada alcança 
Tão pouco confiança.

Amor que não tem cuidado 
Não é lapidado 
É questão de tempo para ser liquidado.

Amor que não espera 
Não tempera 
Come cru 
E morre de véspera.

Amor que brinca de adoleta 
Não valoriza o tempo da ampulheta 
Nem se dá conta... 
Que a lagarta já é borboleta. 

sábado, junho 25

O Encontro das Águas

Foto: o encontro do rio São Francisco com o Mar.

Por Bruno Jardim

O caminho natural das águas dos rios de toda a Terra é sempre o mar. É possível perceber que existe na natureza um senso de pertencimento, pois é ao mar e não à terra que as águas pertencem. Porém, nem todas as águas dos rios seguem para o mar. Algumas tem o objetivo de abastecer lagos, lençóis freáticos e até mesmo outros rios. Por definição a área onde o rio encontra o mar é chamada de Delta.

Existe um rio na Terra que não corre para o mar, nem para lagos e muitos menos para lençóis freáticos: o Rio Okavango é o único rio do planeta que desagua no Deserto.

As águas do rio Okavango, que vêm das terras altas de Angola, percorrem mais de mil quilômetros e são despejadas numa espécie de bacia, num grande recipiente formado pelas falhas geológicas de Gomare e Kunyere em Botsuana na África, formando o maior Delta do mundo: o Delta do Okavango.

As águas espalham-se como lagos pelas terras secas e sedentas do deserto de Kalahari dando origem a um ecossistema, um lugar de fertilidade e sobrevivência em meio à desolação do deserto. Animais de grande e pequeno porte, répteis, voadores e roedores reconhecem no alagado uma rica fonte de alimento.

Interessante, pois assim como as águas de toda a Terra sempre buscam o mar, as águas de Deus “saem para a região oriental, e descem ao deserto, e entram no mar; e, sendo levadas ao mar, as águas tornar-se-ão saudáveis. E toda a criatura vivente que passar por onde quer que entrarem estes rios viverá; e haverá muitíssimo peixe, porque lá chegarão estas águas, e serão saudáveis, e viverá tudo por onde quer que entrar este rio.” Ezequiel 47:8,9

Na simbologia bíblica, “mar” representa separação: “Mas os ímpios são como o mar agitado que não se pode aquietar, cujas águas lançam de si lama e lodo.” Isaías 57:20

Por conta do salário do pecado que é a morte, os homens passaram a viver em um abismo escuro, completamente separados da fonte de Vida. Contudo, ainda podem ser resgatados pelo Espírito de Deus.

O mundo que foi alvo do amor de Deus, inclui todas as almas. Não existe monopólio da Graça e do Amor, sejam judeus, gregos ou gentios, o mar do mundo é composto por todo tipo de gente.

O Amor é a fonte de onde as águas de Deus jorram. A Graça é o Amor de Deus em operação. Portanto, a Graça é o rio de Deus por onde este Amor flui entre os homens.

Inspirado pela perfeição da natureza, o escritor diz: “Todos os rios vão para o mar, contudo o mar nunca se enche; ainda que sempre corram para lá, para lá voltam a correr” Eclesiastes 1:7.

Tendo em vista que os rios representam a Graça de Deus e que o mar aponta para os povos que por conta do pecado estão separados, podemos ler a passagem acima citada da seguinte forma:

“Toda Graça que recebemos vai para o próximo, contudo o próximo nunca se encherá; ainda que a Graça sempre corra para lá, para lá voltará a correr.”

A Graça foi feita para o outro. Ela não é ensimesmada, mas se volta para fora. Ela sacia nossa sede de existência, ao passo que atiça nossa sede por ciência.

Fomos chamados por Deus para sermos como o rio Okavango, as águas que temos recebido da fonte de Seu Amor é para serem desaguadas na vida desértica do outro.

Durante nossa jornada da vida, iremos nos deparar com pessoas que precisam exatamente do que temos recebido de Deus. É desta forma que o Amor de Deus transforma “o deserto em lagos de águas, e a terra seca em mananciais de água.Isaías 41:18

Ao chegar numa cidade samaritana chamada Sicar, Jesus sentou- se junto a um poço para descansar. De repente uma mulher samaritana se aproximou para tirar água. Isto era uma rotina daquela mulher, todos os dias ela buscava água naquele poço. Porém, aquele não era o único “poço” do qual ela buscava água, sua sede existencial fazia com que ela buscasse em múltiplos relacionamentos o preenchimento de um vazio. Ela já havia tido cinco maridos, e o homem com quem agora ela se relacionava não era seu marido.

Poços não saciam nossa sede existencial, no máximo nos dá um alívio, supre uma necessidade pontual, mas não nos preenche de propósito.

Sabendo disto, Jesus oferece para ela a água viva, que uma vez experimentada, sacia nossa sede existencial. Aquele poço se transformou em uma espécie de "área Delta", onde o rio de águas vivas se encontrou com o mar desértico daquela mulher.

Ao experimentar da água viva, imediatamente aquela mulher deixou de lado o seu cântaro e foi correndo à cidade espalhar entre os moradores a sua descoberta: “Vinde, vede um homem que me disse tudo quanto tenho feito. Porventura não é este o Cristo?” João 4:29

Até então ela nunca havia se sentido preenchida, os homens a usavam como objeto, mas agora ela se sentiu amada e saciada. Uma vez tendo sua sede de existência saciada, ela tem sua sede por ciência despertada e sai correndo movida pela seguinte pergunta: “Porventura não é este o Cristo?”

Agora, a mulher que outrora era deserto se transformou em rios de águas, a terra seca deu lugar aos mananciais de água. E assim como o destino de todo rio é passar adiante suas águas, assim ela o fez.

O sentido da vida é passar adiante o que temos recebido. O Amor que vem do Alto gera a força que nos move em direção ao outro. 

O Amor é um indo e vindo infinito...

Tudo Vem Dele, passa por mim, chega no outro, volta para Ele e vem Dele novamente. Nisto reside o círculo vicioso do amor.

O Amor gera aproximação, o que antes era distante, torna- se próximo. Quem era diferente, torna-se semelhante, pois "agora em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegaste perto. Pois ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um, e destruiu a parede de separação, a barreira de inimizade que estava no meio, desfazendo na sua carne” Efésios 2:13-14

Não desperdice as oportunidades que a vida nos oferece de amar. Transforme qualquer lugar em uma "área Delta", onde as águas dos rios da Graça irão se encontrar com o mar morto do seu próximo, a fim de o reviver e fazer dele um rio de águas vivas para levar vida à outros mares e desertos. 

TÁ LÁ UM CORPO ESTENDIDO NO CHÃO



Por Bruno Jardim

Estes últimos dias foram pesados, minha vontade era ficar enclausurado em uma redoma a fim de não me deparar com a realidade do mundo. Mas, a banca de jornal que todo dia eu passo em frente, me fazia questão de lembrar. O telejornal da hora do almoço, me fazia questão de lembrar. O Facebook, me fazia questão lembrar. Os grupos de whatsApp, me faziam questão de lembrar.
Eu não queria aceitar, mas não tem como negar este clima pesado no ar. Como não perceber MAIS UM CORPO ESTENDIDO NO CHÃO!
Confesso que não encontrava argumentos, o que falar? De uma coisa é certa, não posso me esquivar, esta realidade tenho que encarar.
Chegou a hora de subir ao púlpito para pregar. Coração despedaçado, voz embargada e a pergunta que não queria calar: QUEM É O MEU PRÓXIMO?
Me dei conta que nestes últimos dias estamos recapitulando a parábola popularmente conhecida como “A Parábola do Bom Samaritano”.
Lá vem o sacerdote e o levita, figuras importantes da religiosidade, pessoas acima da moral e santidade, porém, PASSAM DE LARGO e nem dão bola para o moribundo que ali estava caído.
Lá vem o samaritano, sujeito estranho, alvo de toda rivalidade e preconceito. Mas, que age de forma antagônica aos religiosos.
Os religiosos PASSARAM DE LARGO. O samaritano CHEGOU AO PÉ DO MORIBUNDO.
Os religiosos FINGIRAM QUE NÃO VIRAM E TOMARAM OUTRA DIREÇÃO. O samaritano VENDO- O, MOVEU- SE DE ÍNTIMA COMPAIXÃO.
Os religiosos SE AFASTARAM, pois precisavam usar o VINHO e AZEITE na oferta de libação no Templo. O samaritano SE APROXIMOU, pois precisava usar o VINHO E AZEITE para tratar as feridas daquele corpo estendido no chão.
Definitivamente o culto que prestamos ao Senhor deve ser traduzido em serviço prestado ao nosso próximo. A agenda do Reino é eclesiástica, ou seja, voltada para fora da igreja, nossa paróquia é o mundo!
No evento que precede a parábola, Jesus pergunta ao mestre da Lei: “O QUE DIZ AS ESCRITURAS? COMO LÊS?”
Uma clara provocação de caráter objetivo e subjetivo. Objetivamente falando, aquele mestre tirou nota 10! Mas, subjetivamente falando ele ainda tinha muito o que aprender.
Quem olha de longe, de forma superficial, pode até saber “O QUE ESTÁ ESCRITO”, mas não sabe “COMO LÊS” a vida.
Quem PASSA DE LARGO, olha o moribundo e diz:
- “Ela fez alguma coisa para merecer isso.” 

- “Viu a roupa que ela estava vestindo?”
- “Parece que tava drogada...”
- “16 anos, mas já tem filho.”

Mas, um olhar subjetivo requer atenção, não dá para faze- lo olhando superficialmente. Só quem se aproxima ao pé da vítima é que consegue enxergar as verdadeiras feridas. É preciso um segundo olhar, não um olhar de segundas intenções para julgar, mas sim para avaliar a real situação e fazer um diagnóstico com precisão.
Para tal, é preciso tirar as sandálias dos pés, pois o lugar onde pisamos é santo. A subjetividade do outro é o lugar santo! Se quisermos pisar nele, precisamos nos despir por inteiro, só assim teremos compaixão e nos livraremos da anestesia religiosa, que continua sendo o ópio do povo.
Não basta saber O QUE ESTÁ ESCRITO, temos que saber COMO LER.
A única maneira de lermos o outro é através das lentes do Amor. Amor que aproxima o distante e torna o diferente em semelhante.
Que rasga o véu do preconceito e da indiferença e nos faz um só corpo. Nos dando senso de pertencimento para sermos suscetíveis às mesmas dores, que nos faz ter o mesmo sentimento que houve Nele.


sábado, abril 9

Vislumbre


Por Bruno Jardim

Ao vislumbrar o todo
Percebi o quão sou tolo. 
Encontrei no que há de vir
As forças para ir.

Um lampejo da eternidade
Dissipou toda vaidade. 
O feito do seu efeito
Endireitou todo defeito.

As causas cessaram de me empurrar
Os propósitos começaram a me puxar.

Atraído pelo desconhecido
Prossegui em conhecer
Até encontrar o que havia perdido
Para agora, enfim renascer.

A Gravidade da Humildade





Por Bruno Jardim 


Cristo é Deus, mas não teve por usurpação ser igual a Deus. [1]

A soberba, que pode ser tratada como sendo a antítese da humildade, nos leva a ser, aquilo que não somos. Já a humildade, nos leva a abrir mão do que somos, por amor ao outro.

Quando nos esvaziamos de nós mesmos, a humildade passa a nos mover e nos levar a compreender que aquilo que somos em Cristo, nada mais é para que sejamos canais de serviço ao próximo.

Abrimos mão do que somos, mas sem perder a nossa identidade. Assim como Cristo fez, que ao tomar a forma de homem, continuou sendo Deus e tudo isso motivado pelo amor.

A humildade gera em nós um senso de dependência mútua, nos levando à sujeição.[2]

Quando se fala de sujeição, está se falando em se colocar aos cuidados uns dos outros, a fim de não se atentar para o que é seu, mas para o que é do outro.[3]

A humildade abre caminho para a dinâmica dos relacionamentos, por isso que cada um deve considerar o outro como sendo superior a si mesmo.[4]

Na Lei da Gravidade corpos maiores atraem corpos menores e os mantém presos uns aos outros. 

Da mesma forma, quando considero o outro como sendo superior a mim mesmo, ele ganha status de corpo maior. Logo, exerce sobre mim uma espécie de “força gravitacional do amor”, onde somos atraídos e movidos para servir uns aos outros.

É esta força que leva o homem a romper com o movimento de rotação do amor próprio e o faz migrar para o de translação do amor ao próximo. 

Só assim, a solidão dos nossos dias e noites ganhará a companhia das cores, frutos e sensações das estações da vida.

Sempre há mais vida do lado de fora. 

Corte o cordão umbilical da soberba e se deixar levar em humildade pela gravidade do outro.

[1] Filipenses 2:6
[2] Efésios 5:22
[3] Filipenses 2:4
[4] Filipenses 2:3