quinta-feira, outubro 29

O Dia em que Nietzsche orou

Antes de prosseguir em meu caminho e lançar o meu olhar para frente uma vez mais, elevo, só, minhas mãos na direção de quem eu fujo.

A Ti, das profundezas de meu coração, tenho dedicado altares festivos para que, em cada momento, Tua voz me pudesse chamar.

Sobre esses altares estão gravadas em fogo estas palavras: "Ao Deus desconhecido".

Sei, sou eu, embora até o presente tenha me associado aos sacrílegos.

Sei, sou eu, não obstante os laços que me puxam para o abismo.

Mesmo querendo fugir, sinto-me forçado a servi-Lo.

Eu quero Te conhecer, desconhecido.

Tu, que me penetras a alma e, qual turbilhão, invades a minha vida.

Tu, o incompreensível, mas meu semelhante, quer Te conhecer, quer servir só a Ti.


Friedrich Nietzsche

Via:
Hermes Fernandes

2 comentários:

Comendo Maná disse...

Mais um não é? Quem poderá se esconder do Todo-Poderoso? Por mais que ele quisesse fugir, tinha a certeza no mais profundo de seu coração que Deus existia, muito lindo isso!
Deus te abençoe!
Shalom.. Myllena Carneiro

Leonardo T. Oliveira disse...

(Crédito do desenho: Fernando Romeiro).