quarta-feira, junho 10

Como se fosse a primeira vez

Na próxima sexta – feira, dia 12 de junho será comemorado o dia dos namorados. Esta é uma semana romântica, todos estão se preparando para presentear de alguma forma a pessoa amada. E para atender essa demanda, o comércio esta aquecido, campanhas de promoção são desenvolvidas e voltadas para esse nicho.

Dentre elas uma me chamou muito a atenção, trata- se daquela criada pelo “Boticário”. A empresa produziu um comercial que traz a emoção do primeiro beijo para a tela, representada pela explosão de uma bomba atômica. Com o passar do tempo, os beijos entram na rotina e vão ficando sem graça, até minguarem, como o estouro de um milho se transformando em pipoca.

De fato existe o risco da rotina provocar alteração nas sensações. Se antes fazíamos algo porque queríamos fazer, agora passamos a fazer porque temos que fazer. E isso nos leva para um outro perigo, a saber, o de agir mecanicamente.

Nenhum relacionamento deve ser vivido de maneira mecânica, isso implica em condicionamento, pois nem sentimos o que estamos fazendo. Tal forma de agir esta presente ao dirigir um carro ou em alguma tarefa repetitiva que faça parte de um processo produtivo. Mas isso não deve ser migrado para outras áreas.

Paulo, o apóstolo, nos orienta a falar de Deus na presença de Deus (II Coríntios 2:17). O objetivo dessa orientação é o de resgatar nosso senso de concentração. Não é à toa que o nosso culto deve ser racional ( Romanos 12.1), temos que ter ciência do que estamos fazendo.

Não podemos deixar com que a correria do dia venha tirar o sabor das ações que praticamos. Pode parecer redundante, mas devemos comer sabendo que estamos comendo, ouvir uma música sabendo que estamos ouvindo, escrever sabendo que estamos escrevendo, beijar sabendo que estamos beijando e orar sabendo que estamos orando.

É por isso que nossa consciência deve ser tomada pela sensação gerada pelo primeiro amor. Pois nela aproveitamos ao máximo cada situação, fazendo com que pelo menos por um momento o tempo fique congelado.

Diante deste cenário me vem a pergunta; O que é mais proveitoso; viver cada momento como se fosse o último, ou viver cada instante como se fosse o primeiro de nossas vidas ?

A vida não deve ser vivida em um extremo, antes o melhor é transitar em uma linearidade. No que diz respeito a questões de ajudar o próximo, de perdoar, devemos viver como se fosse o último dia, isso devido ao caráter de urgência que a situação exige. Agora em se tratando de questões relacionais e de longo prazo, o melhor é viver como se fosse o primeiro dia.

O problema é quando aplicamos erradamente a maneira de se viver. Tomemos por exemplo: se buscarmos aplicar o “viver como se fosse o primeiro dia” nas questões de caráter social, sempre iremos protelar, “empurrar com a barriga”, deixando para amanhã o bem que poderíamos fazer hoje.

Por outro lado se aplicarmos o “viver como se fosse o último dia”, nas questões relacionais iremos desgasta- la antes do tempo. Assim fazendo, estaríamos tratando questões de longo prazo de maneira imediata e questões de curto prazo de forma longânime.

Viva ao mesmo tempo com se fosse o último e o primeiro dia da sua vida. Cada situação irá exigir uma postura específica. Não perca o fio da meada, tenha sempre em mente a sensação do começo de tudo, pois ela é fundamental para nos conduzir até a consumação do propósito.

Que a Graça de Deus possa nos ajudar a achar graça em todas as coisas, desde as simples até as mais sofisticadas. E nos faça manter a imensa gratidão daquelas primeiras experiências, cientes de que tudo isso é uma dádiva.

*Assista aqui ao comercial da campanha.

Um comentário:

Danilo Fernandes disse...

Ola Bruno!

Cheguei ao seu blog via link da página do Hermes de quem sou entusiasta tambem.

Gostei dos seus artigos! Vou te seguir. Se tiver um tempinho passa lá no Genizah, meu blog.

A Paz!


Danilo

http://genizah-virtual.blogspot.com/