segunda-feira, janeiro 5

Amar os Beatles e os Rolling Stones



Esta era uma das principais características atribuídas ao garoto da canção que ficou famosa com os Engenheiros do Havaii. Pois encontrar alguém capaz de transformar essas duas antíteses e uma síntese era algo raro.


Quem tinha admiração por uma banda, necessariamente tinha repudio por outra. Isso devido ao estilo de música praticado por cada uma. Tendo em vista que os Beatles foi inicialmente influenciado pelo Rock and Roll e pelo Skiffle (Um tipo de música jazz, popular entre a juventude na década de 1950). Já os Rolling Stones colocava sua sonoridade no Blues.


Havia também o fator tempo, já que os Beatles surgiram 10 anos antes dos Rolling Stone.


Logo me pergunto. O que levava aquele garoto da canção a amar esses dois extremos? Talvez se o os Beatles viessem a descobrir que ele amava os Rolling Stones, ficariam com raiva e não retribuiria todo carinho e amor que o garoto depositava na banda. E o mesmo vale para o inverso.

Com certeza o garoto conseguiu identificar algum vínculo que servia de ponte para unir essas duas bandas. Não sei qual seria tal vínculo, mas a essência disso podemos encontrar no que o apostolo Paulo escreve aos Coríntios:


Eu de muito boa vontade gastarei, e me deixarei gastar pelas vossas almas, ainda que, amando – vos cada vez mais, seja menos amado.”

(II Coríntios 12:15)


O amor que Paulo dedicava àquela gente era completamente incondicional. Ele não esperava nada em troca.


Infelizmente hoje em dia o que esta na moda é só gostar de quem gosta de nós (Até existe canção para isso). Se Paulo tivesse em mente esse espírito, não ousaria declarar que continuaria amando cada vez mais, ainda que fosse menos amado. Ele havia compreendido a largura do Amor que abrange a todos.


Este ó caminho inaugurado por Jesus. ELE nos chama para amarmos ao nosso próximo, mesmo que esse próximo esteja desaproximado pela classe social, religiosa e até mesmo geográfica.

Amar não é investir, não se deve esperar um Pay Back. O mesmo Paulo fala no verso anterior ao acima citado, que não buscava o que era dos coríntios, mas sim aos coríntios. Seu amor era focado no ser e não no ter.


Outro fator essencial encontra-se em Efésios 4:3:


“... procurando guarda a unidade do Espírito no vínculo da paz”.


Buscar um vínculo, este é o segredo para construir uma linearidade onde só exista polaridade.


Já as diferenças existem para que nos sirvam de suprimento das nossas carências. Tento em vista que a abundância de um supre a falta do outro. (Veja, I Coríntios 8:14ª).


Em alguns casos ser ponte provoca dor, pois você esta se sujeitando a ser constantemente pisado. Mas o prazer sentido quando servirmos de caminho é muito maior.


Tenho buscado viver isso. E hoje olhando um pouco meu histórico percebo que Deus já tratava comigo deste pequeno. Pois sou o mais novo de três irmãos, o mais velho torce pelo Vasco, o do meio é Flamengo e eu sou Fluminense.


Quanta diferença! Isso sim é amar “os Beatles e os Rolling Stones”.


Em Cristo onde somos um.

Um comentário:

Priscyla disse...

"Rogo-vos, pois, eu, o preso do Senhor, que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados,
Com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor,
Procurando guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz." Efésios 4:1-3

Cristo é a referência de maior amor.
Não merecíamos, mas Ele morreu em nosso lugar a fim de que tenhamos salvação.
Nos ensinou a amar uns aos outros, assim como Ele nos amou.

Por isso temos que amar sem pedir, sem esperar receber...
Temos que suportar as diferenças...
suportar até mesmo tricolores em amor!

Belo texto!!!