segunda-feira, agosto 24

Uma resenha entre os Discipulos, Albert Einstein e os Mamonas Assassinas




Por Bruno Jardim

Um belo dia se reuniram em uma mesma mesa para conversarem ninguém menos que: os discípulos de Jesus, Albert Einstein, e os Mamonas Assassinas. (???)

Pode imaginar qual seria a pauta desta conversa? O que sairia de produtivo deste encontro?

Peço que você se permita imaginar e venha comigo nesta reflexão.

A pauta deste papo era Marcos 1:15: Arrependei-vos...”

Os discípulos iniciam a conversa com algumas considerações:

- Bem, antes de falarmos do que é o arrependimento, vamos falar o que ele não é. 
Neste momento, todos na mesa passam a ouvir atentos a explicação de um dos discípulos.

- Confunde-se arrependimento com remorso; por mais que pareçam sinônimos, são conceitos bem diferentes.

Remorso tem a ver com o que sentimos por conta dos desdobramentos de nossos atos; ele é reativo, espera acontecer para aparecer, é superficial. Não se importa com a essência dos atos, sejam eles lícitos ou ilícitos. Para o remorso, importa o que dá certo e não o que é certo.

Já o arrependimento tem a ver com o que sentimos por conta dos nossos atos; ele é proativo, não espera acontecer para aparecer, é substancial. Se importa com a essência dos atos. Para o arrependimento importa o que é certo e não o que dá certo.

Por conta destas características, é plausível afirmar que o arrependido não é uma obra humana, mas uma ação genuína do Espirito Santo em nós.

Sendo assim, o grande resultado que o arrependimento gera no ser humano é fazer com que este não venha errar novamente.

Outro discípulo toma a palavra e completa:

- Vale frisar que no original a palavra utilizada para arrependimento é metanoia, que significa mudança essencial de pensamento ou de caráter. Ou seja, arrependimento está contido em uma expansão da consciência; é algo que começa de dentro e vai para fora de nós.

Ninguém vai mudar por conta de proibição. A genuína transformação ocorre por meio da conscientização, passando pela renovação do entendimento. Tentar mudar simplesmente submetendo-se a uma proibição é confiar na força do próprio braço. Isso não é possível (no máximo teremos remorso).

Precisamos ceder espaço à ação da Graça, que é ministrada por meio do Espírito Santo. No momento em que a Palavra da Verdade é pregada e se faz conhecida por nós, o próprio conhecimento desta verdade se encarrega de nos libertar. Ela rompe com nossas correntes mentais atrofiadas e nos faz crescer na Graça e no Conhecimento do Senhor.

Depois de ouvir atentamente toda explanação dos discípulos, o gênio Albert Einstein, meio que por um lampejo divino exclama:

- Ah...por isso que a mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original.

- Exato! - Exclamaram os discípulos e complementaram:

- O que é isto que o gênio falou, senão uma expansão da consciência? Por isso que ele pensa fora da caixa e tem a mente aberta! Arrependimento é um dom de Deus, e como tal é irreversível, é caminho sem volta. Sendo fruto da Sua Graça, não depende da força do nosso braço. É Ele vivendo em nós.

Então, o gênio arremata seu brilhante raciocínio da seguinte maneira:

- Então podemos afirmar que o conceito de metanoia não se encerra com o arrependimento. O arrependimento está contido na metanoia, mas não a contém. Metanoia tem a ver com evolução!  

- Cara esperto esse Einstein…- sussurraram os discípulos entre eles.

Tudo isso acontecendo e os Mamonas Assassinas só observando....

- Exato gênio - retomou a palavra um dos discípulos. - Esta evolução gera em nós: arrependimento, conversão, mudança de direção, de mente, de atitudes, de temperamentos e ainda lapida nosso caráter.  Foi para isto que fomos chamados e assim somos aperfeiçoados durante nossa passagem por esta vida.  O arrependimento é importante? Não tenha dúvida que sim, aliás, é fundamental! Mas, o escopo de atuação do Espírito Santo em nós vai muito além disso. 

Então, precisamos evoluir! Talvez durante este processo tenhamos que encarar alguns preconceitos. Por isso, devemos abrir a mente, pois numa mente aberta não há espaço para o preconceito seja ele de que natureza for (sexual, étnico ou religioso).

De repente os Mamonas Assassinas romperam com o silêncio e seu líder gritou:

- Ah se é assim, então entendi!  Permita aplicar esta verdade onde eu estou acostumado a trabalhar.

Neste momento os discípulos e Einstein ficaram assustados e ao mesmo tempo curiosos, pensando o que iria sair daquela boca.

O líder dos Mamonas se levanta e começa a cantar:

- Abra sua mente! (Metanoia/Arrependei-vos), gay também é gente (preconceito sexual), baiano fala “ó xente!” e come vatapá (preconceito étnico), Alá meu bom Alá (preconceito religioso).  

Todos na mesa aplaudiram e deram boas gargalhadas. Embora fossem pessoas completamente diferentes, cada um captou a essência da mensagem e a aplicou da forma que estava acostumado, conforme seus dons individuais.

Enquanto tudo isso acontecia, havia alguém de longe espiando toda esta resenha: era ninguém menos que Paulo, o apóstolo, e cá com seus botões ele falava:

- É...pelo visto eles aprenderam direitinho o recado que eu quis passar em Romanos 12:2: “E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento.” Até Pedro entendeu… disse ele rindo e suspirando. 

....

O que você está esperando, arrependa-se! Isto implica expansão da sua mente. Transforme-se! Transcenda a forma pela renovação do seu entendimento.


Só aviso uma coisa, é caminho sem volta.

2 comentários:

Fabio Jardim disse...

Kkkkkkkkk muito bom! Grande sacada!

Thiago Santos disse...

Texto top man!
Esse é um texto daquele que se diz "queria eu tê-lo escrito"!
Saúde, Paz e Bem!