segunda-feira, junho 28

A culpa é da Jabulani !


"Confessar um erro é demonstrar, com modéstia, que se fez progresso na arte de raciocinar." Alexander Pope


Nunca na história das copas, uma bola ficou tão famosa como a bola deste mundial, com vocês a Jabulani!


Ela tem apenas oito gomos em formato 3D. Seu design possui traços africanos, misturados numa diversificação de 11 cores - o branco predomina. O modelo foi desenvolvido com a finalidade de agradar o gosto dos atacantes e dificultar a vida dos goleiros.


A maior preocupação é com estabilidade e precisão. O resultado disso é que estamos assistindo neste mundial um festival de lances um tanto quanto esquisitos. Até o momento, o mais marcante foi o frango sofrido pelo goleiro da Inglaterra, Robert Green, no gol de empate americano. Imediatamente o meia e capitão da seleção inglesa, Steven Gerrard, desculpou o goleiro Robert Green, do erro que cometeu no gol dos Estados Unidos. Sabe em quem ele colocou a culpa? Adivinha? Na coitada da Jabulani.


A Jabulani virou o bode expiatório da Copa!


O homem é expert em eleger culpados, existe um bode expiatório para cada tipo de pessoa.


No meio religioso, é comum atribuir os fracassos como sendo obra do diabo. Tudo de ruim que acontece é colocado na conta dele. Por outro lado, existem aquelas pessoas que colocam a culpa no governo, outras na empresa em que trabalham. Em fim, quantas Jabulanis têm sido edificadas ao longo da vida.


É mais fácil colocar a culpa de um erro em qualquer outra coisa, e tirar a nossa responsabilidade da jogada, do que assumir o erro e procurar melhorar. O fato é que sempre que buscamos um bode expiatório estamos sacrificando essa possibilidade de melhorar.


É interessante notar a evolução das bolas ao longo da história do futebol. No começo elas tinham uma abertura por onde entrava uma câmara inflável de borracha. Nos dias de chuvas elas ficavam encharcadas, "ficava tão pesada que eu tinha que jogar de esparadrapo nas mãos e os homens de linha tinham de enfaixar os pés", contou Oberdan Catani, goleiro do Palmeiras e da Seleção nos anos 40.


Ou seja, os jogadores se adéquam, para cada bola existe um tipo de chuteira específico.


Assim como no futebol, as “bolas” utilizadas na vida mudam constantemente. A melhor coisa para lhe dar com essas variações, é saber em que época estamos vivendo, quais são as tendências, em que realidade estamos inseridos.


Os pés sempre precisam estar calçados, porém cada terreno exige um modelo de calçado. Devemos nos adequar (não se trate de se conformar) a realidade. Para isso, a melhor coisa é ter os pés calçados na preparação do evangelho da paz. (Efésios 6;15).


Este calçado nos capacita a utilizar qualquer bola. Pois a Palavra de Deus se contemporanealiza, ela é atemporal. Seus valores são imutáveis, porém a forma como se passa tais valores precisam ser adequados para cada realidade. .


Que possamos parar de colocar a culpa pelos aparentes fracassos, no sistema, na história, no governo ou até mesmo no diabo.


É com os pés no chão que assumimos os erros e fazemos uma correta leitura da vida. Assim iremos conseguir usufruir o melhor desta existência.

quarta-feira, junho 23

Amo, logo existo!


"Não ame pela beleza, pois um dia ela acaba. Não ame por admiração, pois um dia você se decepciona. Ame apenas, pois o tempo nunca pode acabar com um amor sem explicação." Madre Tereza de Calcutá


O amor não foi criado, antes foi ele que criou o criar.

Antes de surgir o ser, o Deus que é, a saber, amor, já era.


A criação é oriunda de uma essência chamada amor.


Confesso que para o homem é difícil compreender esse amor. Somos seres demasiadamente focados nas formas, procuramos motivos para amar.


Um amor que tem como ponto de partida o concreto não pode ser sólido.


Um amor com explicação, facilmente entra em decomposição.


O amor de Deus não nos deixa condicionados as formas, mas nos faz buscar todas as formas possíveis de amar. Ou seja, as formas deixam de ser a causa e passam a ser os meios.


O amor de Deus não esta vinculado as condicionalidades existências, ELE nos ama gratuitamente, e é através de Sua graça, esse maravilhoso presente imerecido, que Seu amor chega até nós.


Tal amor não sofre variação, nada que eu faça ou deixe de fazer muda a eloqüência do Seu amor. (isso só me constrange...)


É Seu invariável amor que nos dá condições para lhe dar com as variações humanas, para estas, ELE nos presenteia com Sua multiforme graça. Pois se o amor é singular, a graça é plural.


Explicar o amor de Deus é explicar o inexplicável!


Ainda bem que é assim, pois é impossível o tempo apagar um amor sem explicação.


O Deus que É amor age através da graça!


Que ELE nos leve a viver uma vida sem explicação, uma vida de amor.