sexta-feira, novembro 20

Roda Gigante

Engraçado como as coisas na nossa vida vão e vem. È como uma roda gigante que insiste em rodar, ora estamos no alto, depois estamos embaixo.

Estamos inseridos em um mundo globalizado, onde a informação se multiplica à velocidade da luz. È um cenário de constante mudança.

Para se ter uma idéia a massa de informação mundial dobrou entre 1860 a 1960. Depois dobrou novamente entre 1960 e 1970. Atualmente dobra a cada quatro anos e no início do próximo século dobrará a cada 18 meses. Ou seja, a tendência da roda é ter sua velocidade aumentada.

Se não vigiarmos poderemos ser facilmente engolidos e consumidos por essa roda gigante existencial.

Vivemos em um mundo que é cíclico. E a melhor maneira de viver em um mundo cíclico é mantendo uma postura linear.

Tal postura não permite que sejamos conduzidos pelas circunstâncias. Tendo em vista que elas oscilam o tempo todo, o apóstolo Paulo orientou para que seu pupilo Timóteo fosse sóbrio em tudo (II Timóteo 4;5).

Ser sóbrio é ter equilíbrio, é não se deixar embriagar pelo vinho que os momentos alegres proporcionam e nem se deixar deprimir pelos momentos tristes.

Outra coisa que caminha lado a lado com a sobriedade é o bom ânimo, aquele mesmo que Jesus nos orientou a ter em um mundo de aflições (João 16:33).

O bom ânimo nos ensina a contentar com qualquer situação. Não se trata de fatalismo ou conformismo, mas sim de adequação, de adaptabilidade. De fato não é a espécie mais forte que sobrevive tampouco a mais inteligente. É a mais adaptável às mudanças, já dizia Charles Darwin.

Não é a toa que os que confiam no Senhor são como o monte de Sião, que não se abala, mas permanece para sempre (Salmos 125; 1). A melhor maneira de não se abalar é mantendo uma postura linear de sobriedade e de bom ânimo perante as demandas da vida.

Tudo se sucede igualmente a todos (Eclesiastes: 9;2), a diferença não reside nas ações que sofremos, mas sim nas reações que temos perante tais ações.

Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece. Posso estar abatido, posso ter abundância, como a padecer necessidade, ter fartura, como a ter fome. (Filipenses 4; 12 e 13). Em fim, a vida é feita de altos e baixos, de drama e comédia, de choro e riso.

A confiança em Deus nos faz ter a certeza que ELE é soberano e que tudo esta seguro em suas mãos.

Cuidado para não ficar tonto com o giro das circunstâncias, antes tenha seus olhos mirados de maneira linear na direção de Cristo, sem se desviar para esquerda e nem para direita. Pois bom e reto é o SENHOR; por isso ensinará o caminho aos pecadores (Salmos 25;8).

terça-feira, novembro 17

sábado, novembro 7

O sonho de Ícaro


“E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.”

( Romanos 12:2)


Se conformar com o mundo implica em tomar a forma, se ajustar ao status quo, ou seja, ao estado atual das coisas. Esse mundo em questão, diz respeito ao sistema que o governa, a saber, o mesmo que jaz no maligno (1 João 5.19). Se conformar a ele implica em morte.


Ao se conformar com mundo, o homem acaba transgredindo Deus. Por outro lado, a transgressão ao mundo, significa conformidade com a boa, perfeita e agradável vontade de Deus.


Deus, mesmo sendo ilimitado, demarca limites em nossa vida. Nós, porém, não temos noções desses limites e acabamos por transgredi-los.


Muitas vezes não sabemos o momento certo de parar, somos atraídos pelo Sol assim como foi Ícaro, porém suas penas fixadas com cera não resistiram e foram derretidas.


Com isso nos deparamos com o seguinte problema: conformamos quando é para transformar e transformamos quando se deve conformar.


Houve um rei em Jerusalém que foi vítima da síndrome de Ícaro, este rei se chamava Uzias.


Conforme lemos no relato de II Crônicas 26, 1- 23, ele tinha uma pecuária e agricultura próspera. Tinha também um exército de homens destros na guerra. Além disso, ele era um inventor. Fez em Jerusalém máquinas da invenção de engenheiros, que estivessem nas torres e nos cantos, para atirarem flechas e grandes pedras.


O segredo do sucesso de Uzias residia no fato dele buscar ao SENHOR. Enquanto assim agia, Deus o fez prosperar. (verso 5)


Então venho a fama e com ela o perigo. Pois “... havendo-se já fortificado, exaltou-se o seu coração até se corromper; e transgrediu contra o SENHOR seu Deus, porque entrou no templo do SENHOR para queimar incenso no altar do incenso.” (verso 16)


Uzias ousou colocar o nariz onde não foi chamado. Queimar incenso no templo era uma função exclusiva dos sacerdotes, filhos de Arão. Estes sim eram consagrados para queimar incenso. O rei não percebeu o limite que o REI dos reis havia colocado em seu reinado.


Uzias transgrediu quando era para se conformar.


O resultado disso foi que a lepra lhe saiu à testa perante os sacerdotes e assim ficou até o dia da sua morte. O famoso rei ficou em uma casa separada porque foi excluído da casa do SENHOR. (verso 17 ao 21).


A síndrome de Ícaro esta em voga nesse sistema ao qual não se deve conforma. Nele não existe limite, a ganância é a sua força propulsora.


È preferível fixar nossas penas nas asas do Altíssimo do que na cera.


Feliz é o homem que conhece seus limites. Deus nos dá asas conforme a altitude que ELE mesmo estabeleceu para que cada um voasse.


O único jeito de transformar o mundo é se conformando com a vontade de Deus. E no momento em que rompermos com nossos limites, Deus nos levará além, conforme a Sua vontade.


Existe o momento do “Ide” e o momento de “Ficar em Jerusalém”. Que tenhamos o discernimento de quando se deve avançar e quando se deve parar. Caso contrário, o Sol poderá nos queimar ou a lepra nos pegar.