terça-feira, agosto 25

A miopia do amor

Quando eu era moleque, eu sofria de hipermetropia, o que me fez usar óculos durante a infância, mas ao entrar na adolescência eles não foram mais necessários.

A maioria das crianças apresentam isso. Pois nessa fase da vida, nossos olhos normalmente são menores do que deveriam ser. Aos poucos o grau do hipermétrope diminui com o crescimento do olho, por isso é comum pessoas usarem óculos durante a infância e o deixarem na idade adulta.

A pessoa que sofre de hipermetropia tem dificuldade de enxergar de perto. O olho é pequeno e a imagem se forma depois da retina.

O contrário da hipermetropia é a miopia, nela a dificuldade estar em enxergar de longe. O olho do míope é longo e a imagem se forma antes da retina.

È interessante notar que o amor de Deus nos ensina a viver de forma míope no que diz respeito aos relacionamentos.

O amor não é cego, ele não aliena ninguém, antes nos dá uma constatação apurada dos fatos, fazendo com que enxerguemos o real cenário em que estamos inseridos. Eu diria que ele, o amor, por amor se faz de míope.

Ou seja, quando olhamos a vida com as lentes do amor, passamos a ver menos os defeitos do próximo, isso não é sinônimo de conivência, mas sim de convivência. Não é a toa que uma das principais características de um míope é que ele consegue ver objetos próximos com nitidez. Assim também o amor nos ensina a viver próximos um dos outros, sabendo gerenciar as diferenças e a não transforma qualquer copo de água em tempestade. Isso graças à sua incapacidade de dimensionar as coisas.

Mas quando não há essa visão na vida, as lentes com as quais se olha são as da hipermetropia: onde os mais insignificantes motivos são suficientes para gerar problemas. Abrindo um pouco o leque para a relação entre cônjuges, qualquer coisa se torna motivo para brigas, os pequenos motivos tornam-se grandes razões; é o temperamento incompatível, o jeito de cozinhar, as preferências individuais, a feiúra, os quilos a mais, o mau hálito.

Infelizmente muitos crescem sem abandonar a hipermetropia. O Hipermétrope geralmente tem boa visão ao longe. E quando somos crianças temos muito disso, fantasiamos as coisas, tudo é lindo! Tal visão é aplicável quando acaba o dia e cada um vai para a sua casa, mas em uma relação entre quatro paredes à coisa embasa, é necessário trocar a lente e se fazer de míope.

Somente o amor tem a capacidade de sintetizar os extremos e de encobrir sem tapear os defeitos do próximo. Para isso, basta nos fazermos de míopes.

domingo, agosto 16

terça-feira, agosto 11

Destaques na multidão


Como é possível se destacar no meio de uma multidão? A multidão é implacável! Geralmente quando estamos inseridos em uma, acabamos sendo levados por ela a fazer coisas que, por conta própria, não faríamos. É como quem está em um trem urbano que está lotado, se não possui algo em que se agarrar, acaba sendo levado pela multidão cada vez que o trem para em uma estação e seus passageiros saem. Ainda que aquela não seja a sua estação você sai involuntariamente levado pela maioria. Como podemos estar na multidão sem sermos, diretamente, a multidão? Temos que nos destacar no meio dela.

Quando o povo hebreu pediu a Samuel que lhes ungisse um Rei, o homem escolhido foi Saul. Era um homem que à distância se destacava dos demais por sua beleza e altura, já que era mais alto que seus conterrâneos desde os ombros para cima. Dou este exemplo, pois vejo que uma das maneiras de nos destacarmos é sermos maiores, ou superiores aos outros em alguma coisa. Saul era mais belo e mais alto que a maioria, ele estava no meio da multidão, mas não era parte da multidão, não era igual à maioria, ele se destacava de longe sobre os outros.

Da mesma forma podemos busca ser os melhores naquilo que fazemos. Existem muitas multidões nas quais estamos introduzidos. Estamos nas multidões profissionais, afinal Quantos professores, advogados, pastores, psicólogos, existem no mundo? Multidões religiosas, pois quantos cristãos, mulçumanos, espíritas, existem? Podemos gastar linhas e linhas falando sobre muitas espécies de multidões que existem e que nós fazemos parte, mas a questão é: Estamos com a maioria, ou de alguma forma fazemos a diferença e com isso nos destacamos? Será que estamos buscando ser os melhores naquilo em que nos propomos a Ser ou fazer?

Quando conseguimos nos destacar na multidão deixamos de ser mais um e passamos a ser referencial para os demais que ainda se encontram na linha da mediocridade. Todos começam a nos observar, mirando em nós o alvo de seus avanços. Quem não quer se espelhar no melhor advogado? Ou no melhor pastor? No entanto, ainda que possamos alcançar algum sucesso em nossa empreitada como destaque no meio da multidão, isso se torna passageiro quando descobrimos que mesmo que façamos o nosso melhor um dia surgirá alguém que faça melhor que nós. Perderemos com o tempo habilidades, força, nome, altura, surgirá quem se proponha a ser mais alto que nós. No caso se Saul, enquanto ele estava no meio dos israelitas ele era o mais alto, até o dia que ele se deparou com Golias. Golias era mais alto que Saul. Saul tremeu diante desse gigante. Aquele que era o destaque, agora era apenas coadjuvante naquela batalha.

Nesse momento da história quem entra em cena é um garoto de baixa estatura, franzino, chamado Davi. Ele fazia parte da multidão de pastores de ovelhas que naquela época ocupavam a região. Com certeza existiam pastores mais fortes, mais experientes, mais altos que Davi. Então de que forma esse garoto conseguiu evidência no meio do exército dirigido por Saul? Ele por sinal não chegava aos pés do rei, erma menos, mais feio, menos preparado belicamente.

Davi nos dá a resposta quando diz a Golias: “Eu vou contra ti no nome do Senhor dos exércitos”! Aí estava o destaque do garoto! Ele talvez não fosse o melhor pastor de ovelhas, mas estava no nome do Maior pastor de ovelhas! Talvez não fosse o melhor soldado, e na verdade ele nem era soldado, mas estava no Nome do cavalheiro fiel e verdadeiro.

Temos que busca nos aperfeiçoar em tudo que fazemos e em tudo o que somos. Não podemos nos acomodar onde já chegamos e pararmos na linha da mediocridade. Temos que buscar ser os melhores, mas não podemos esquecer que só um foi, é e será o maior, Jesus. O que conseguirmos fazer de melhore, um dia vai ser ultrapassado por alguém, nossos recordes um dia serão batidos, mas ninguém pode superar o que Deus faz através de nossas vidas. Sejamos os melhores, mas na força do melhor dos melhores , Jesus Cristo.

Texto de Cecilio C. Fernandes

Via Reina do Engenho Novo

On !

Tô na área novamente !

As vezes é bom ficar off para ficar on ! rs