sábado, fevereiro 28

A Simplicidade da Comunicação

Jesus possuía uma maneira de trato especial para com os demais, em certa ocasião “todo o povo se reuniu em volta dele, e ele se assentou para os ensinar” (João 8;2b).


Somente alguém dotado de extrema humildade para agir de tal forma. Mesmo sendo a sabedoria em pessoa (não é a toa que o chamavam de Sofia), Jesus tratava a todos de forma isonômica. Ele sabia muito bem como operacionalizar toda inteligência que possuía, e nisto reside à essência da sabedoria.


Como dizia C.S Lewis; “Deus nunca se faz de filósofo diante de uma lavadeira." Pelo contrário. Ele se assenta, desce ao nosso nível para nos ensinar com toda humildade e paciência. Jesus sabia tratar um assunto complexo de maneira simplista, por isso mesmo falava em parábolas, respeitando sempre nossa limitação intelectual.


Só quem é guiado pela humildade pode agir dessa maneira, abrir mão momentaneamente de algo em respeito às limitações do receptor, esperando a hora certa de revelar todo o conteúdo.


Já o homem natural adota um caminho oposto ao praticado por Cristo, pois somos por natureza guiados pela soberba, e esta sempre nos faz querer ser o que não somos. Ao invés de nos assentar, preferimos nos colocar de pé.


Enquanto que se assentando somos apenas mais um, se colocando de pé nos tornamos o centro das atenções. È tudo que a soberba busca!


Existem pessoas que gostam de tratar assuntos simplórios de maneira complexa, a fim de chamar a atenção de quem fica ao redor.


È quase uma pseudologia fantástica, que é a tendência a contar histórias fantasiosas e extravagantes centradas sobre o próprio indivíduo. No bom português, é aquele sujeito que gosta de fazer tempestade em copo d’água. No fim das contas o que importa é ser o alvo dos olhares e admiração de todos.


Temos muito que aprender com o estilo didático praticado por Cristo. ELE falava o grego Koinê, que era o popular e não o clássico. Era a linguagem do povo!


A comunicação tem como propósito tornar algo em comum, trazer concórdia e não discórdia. Urge nos dias de hoje uma revisão na forma que estamos usando para nos comunicar.


Vamos abrir mão da burocratização e das complicações provenientes da religião.


Pois a menor distância entre dois pontos sempre foi e sempre será uma reta.


Nada de voltas, mas antes busquemos a simplicidade encontrada no evangelho de Jesus. Que não se desvia para esquerda e nem para direita, mas segue em linha reta!



sábado, fevereiro 21

Como uma onda no mar


Grandes mudanças no mundo surgiram de pequenas ações. Temos que ter em mente que ações locais geram conseqüências globais, tudo esta interligado. Logo devemos dar valor às pequenas ações do cotidiano.


Veja qual foi a promessa e a ordem que Jesus deu para seus discípulos:


“Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra.” ( Atos 1:8)


· “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós...

Esta virtude do Espírito Santo é a força propulsora que nos leva a agir e fazer boas obras. Graças a sua ação somos capazes de praticar boas obras que vão contribuir para um propósito macro, ainda que sejam realizadas em um ambiente micro.


Aqui vale uma observação: não somos salvos pelas boas obras, mas somos salvos para as boas obras. Elas não são a causa da salvação, mas sim uma conseqüência. Salvação é dom de Deus (ver Efésios 2:8). Deus muda nosso caráter, para depois mudar nossas obras.


E devemos operar essas boas obras no mundo, pois “... a ardente expectação da criatura espera a manifestação dos filhos de Deus.” (Romanos 8:19)


Ao invés da igreja adotar uma postura de fuga, ela precisa ir ao encontro do mundo. Não para se conformar, mas sim para transformar. O próprio Jesus pediu isso ao Pai em sua oração sacerdotal;


“Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal.” (João 17:15)


Infelizmente o que esta em moda no “meio gospel” é um escapismo da realidade na qual a igreja esta inserida. Existe um “nacionalismo espiritual” exacerbado, ou seja, a igreja tem dado muita ênfase para questões única e exclusiva de cunho espiritual em detrimento das questões sociais.


É preferível se alegrar, pois ainda bem que vamos morar no céu! O resto que pegue fogo, pois eu vou subir ... eu vou subir. Ledo engano!


Prefiro voltar meus olhos para os Salmos 104: 30 – 31:


“Envias o teu Espírito, e são criados, e assim renovas a face da terra. A glória do SENHOR durará para sempre; o SENHOR se alegrará nas suas obras.”


Cristo já nos arrebatou do império das trevas para o reino da Sua luz, para que agora uma vez vivificados por ELE, fossemos lançados no mundo como agentes transformadores.


O destino da terra não é o fogo da destruição, antes é ser incendiada pelo fogo do Espírito que traz renovação. E tal renovação é feita através da virtude do Espírito Santo operada diariamente em nós, nos pequenos atos de boas obras.


Já dizia Lulu Santos: “A vida vem em ondas como um mar, num indo e vindo infinito.”


Como as ondas que surgem de maneira imperceptíveis ainda no fundo do mar, assim também são as boas obras geradas pelo Espírito Santo em nossa vida. Ao olho nu não passam de coisas insignificantes, ninguém esta vendo, mas elas estão lá em pleno processo de maturação com potencial para se transformarem em grandes feitos.


· “... e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra.”

Não se pode almejar os confins da terra sem antes passar por Jerusalém, pela Judéia e por Samaria. È fundamental que respeitemos as etapas da vida, cada ciclo precisa ser fechado. As lacunas precisam ser preenchidas através das boas obras em cada local.

Nada de avançar para a “Judéia” sem antes cumprir nosso propósito em “Jerusalém”, e assim sucessivamente... até que em fim cheguemos aos “confins”.

E não devemos dar a este “fim” um status de encerramento, ao contrário devemos enxergar nele um “fim” que aponta para propósito. Não é por que chegamos aos confins da terra que nossa jornada terminou. Pelo contrário, cada fim conquistado deve se transformar em um meio para alcançar um objetivo maior e assim caminharmos de glória em glória.

Cada etapa concluída abre espaço para uma nova jornada, num indo e vindo infinido...

Então se cumprirá a profecia contida em Habacuque 2:14 : “Porque a terra se encherá do conhecimento da glória do SENHOR, como as águas cobrem o mar.


Portanto que busquemos mudar o mundo no qual estamos inseridos, assumindo nossa responsabilidade de sermos cooperadores de Deus. Cada um fazendo sua parte contribuindo para que a terra se encha da glória do Senhor.

Pois “... não adianta fugir, ou mentir pra si mesmo agora. Há tanta vida lá fora ... Como uma onda no mar.”



segunda-feira, fevereiro 16

Estilo de viver


“Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.”

João 4:24


Adorar a Deus em Espírito diz respeito à contemplação e admiração. Toda Adoração começar por ai. Ao olharmos para a face de Deus e para os seus atributos não nos resta outra coisa a não ser admirar e contemplar a beleza de Sua Santidade. Logo o Adoramos por aquilo que ELE é. Esta primeira parte nos serve de referência.


Mas a adoração não deve ficar restrita somente na contemplação, existe outro estágio no qual devemos mergulhar.


A bíblia diz em Salmos 115:8 que o adorador se torna semelhante ao seu ídolo. E de fato isso é uma verdade. È só reparar na tendência que nós temos de copiar os ídolos pop, artistas de cinema e de TV.


Se adorar em Espírito diz respeito à contemplação, adorar em verdade diz respeito à efetivação.


Muito mais do que dizer o que ELE é (Contemplar), adorar a Deus é operacionalizar (Efetivar) cada atributo divino em nosso dia a dia.


Ao declarar que ELE é Santo, eu preciso viver tal santidade em minha vida. Ao afirmar que ELE é Fiel, eu devo viver uma vida de fidelidade, não podemos ficar presos somente em um ponto.


Pois se ficarmos somente na contemplação seremos tachados de hipócritas, assim como foram os escribas e fariseus de Jerusalém, o próprio Jesus atribui a eles tão adjetivo:


“Hipócritas, bem profetizou Isaías a vosso respeito, dizendo: Este povo se aproxima de mim com a sua boca e me honra com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim.”

( Mateus 15, 7- 8)


Por outro lado se ficarmos restritos a efetivação sem a precedência da contemplação seremos como “condutores cegos. Ora, se um cego guiar outro cego, ambos cairão na cova. (Mateus 15. 14)


Não tem como viver os atributos Divino sem antes admirar os mesmos.


Em Cristo reside a referência plena de adoração. E quando O tomamos como a nossa referência, quando ELE é o único alvo de nossa adoração e de nossa busca, nos tornamos mais semelhantes a ELE.


Cristo não é como os deuses da mitologia grega, que são dotados e forjados pelos atributos humanos, ao contrário é a Sua imagem que nos molda, pois somos a sua imagem e semelhança.


De fato Ele não necessita ser adorado, Deus não sofre de carência. Porém nos necessitamos adorá-lO, para que nos tornemos semelhantes a ELE, pois somos carentes dos atributos de justiça e de amor que só encontramos NELE.


Em Cristo, que é a síntese de uma adoração em Espírito e em Verdade, e por isso devemos ter a adoração como um estilo de viver.


Mais do que ser um adorador extravagante eu quero ser um adorador exercitante!


Pois o verbo se fez carne!



segunda-feira, fevereiro 9

Migrando do Geocentrismo para o Heliocentrismo

A teoria do universo geocêntrico é o modelo cosmológico mais antigo. Essa teoria se baseia na hipótese de que a Terra estaria parada no centro do Universo com os corpos celestes, inclusive o Sol, girando ao seu redor. Era raro encontrar quem discordasse dessa visão.

O sucesso da teoria geocêntrica revela a tendência que o homem tem de buscar ser o centro das atenções, revelando com isso sua natureza egoísta. Por si só o homem é levado por tal modelo cosmológico, o apóstolo Paulo nos dá um exemplo disso, ao atribuir para quem adota tal postura como sendo inimigos da Cruz, são pessoas que tem como deus o seu ventre, que só olham para o seu umbigo (Filipenses 3:18 -19). Interessante notar que o umbigo além de simbolizar a vinculação do ser com o mundo exterior, também é identificado como sendo o centro do corpo.

Tal visão predominou no pensamento humano até o resgate, feito pelo astrônomo e matemático polonês Nicolau Copérnico (1473-1543), da teoria heliocêntrica, criada pelo astrônomo grego Aristarco de Samos (310-230 a.C.).

O heliocentrismo é uma teoria científica que afirma ser o Sol o centro do sistema solar e não a terra. E hoje isso é ponto pacifico para todos, pois por ser maior, o Sol exerce o poder da gravidade sobre os planetas que compõem o Sistema Solar.

Como já foi dito, tal teoria foi proposta pela primeira vez pelo astrônomo grego Aristarco de Samos, mas só com Nicolau Copérnico e em especial com Galileu Galilei é que se tornou mais sustentada.

Esta teoria nos remete a uma visão macro da vida, onde somos lançados para fora de nós mesmo, resgatando com isso a essência da Igreja (no original Eclésia) que significa; chamados para fora. Com isso encontramos o propósito de nossa existência, a saber, o de servir.

Nesse contexto, identifico a pessoa de Cristo representada no Heliocentrismo. Pois veja o que ELE afirma em João 12:32 ;

“Mas eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim”.

Nesta passagem Cristo estava se referindo a Cruz, no momento em que ela foi levantada na terra com ELE pregado lá, houve uma espécie de força gravitacional, onde corpos maiores atraem corpos menores. Logo como ELE é o corpo maior (o Sol da justiça), fomos atraídos através da Sua graça irresistível para o centro da Sua vontade.

Esta atração exercida por Cristo nos provoca uma guinada de 180º, gerando assim em nós uma conversão. Onde ELE nos livra de nossos próprios caminhos que outrora nos fazia andar conforme o curso deste mundo (Efésios 1;1 – 3), para andarmos em direção a Cristo.

E agora estando NELE somos chamados para viver uma comunhão de 360º que abrange tudo e todos. Se antes tínhamos nosso ventre como alvo, agora temos Cristo como tal.

Veja a conversão (180º) gera em nós uma comunhão (360º), logo ela não é um fim em si mesmo, pois se assim fosse seriamos reféns de uma vida egocêntrica. Mas agora em Cristo vivemos uma vida Cristocêntrica, ELE é o nosso alvo, e a maneira de atingir tal alvo é se lançando em amor para o próximo.

É Interessante notar que a bíblia nos orienta em Filipenses 2;3b, para que “cada um considere os outros superiores a si mesmo”. Enxergo nisso dois propósitos básicos:

O primeiro é que ao considerar o próximo superior a nós, estamos com isso nos tornando receptáculos das bênçãos de Deus, pois só podemos ser abençoados de cima para baixo. Segundo, o objetivo de toda dádiva divina não esta em sermos abençoados, mas sim em nos tornar uma bênção. Tal dádiva nos é entregue para que possamos distribui - la para o próximo. Logo devemos nos considerar menores para sermos alvos das bênçãos e canais das mesmas.

Pois o mesmo próximo que nos abençoa também nos exerce um poder de atração, já que são superiores, nada mais lógico deles atraírem corpos menores! E esta atração nos leva a utilizar as bênçãos que recebemos, para beneficiar todos os homens, não existe outro caminho.

Logo,"todas as bênçãos de que gozamos são depósitos divinos que temos recebido com a missão de distribuí-los aos demais."(Calvino)

Com isso passamos a viver uma vida de translação, tendo ELE como o centro de nossa existência. E é neste movimento que a vida acontece. Pois é graças ao movimento de translação que temos as estações do ano, proporcionado assim uma novidade de vida.

Caso contrário, ficaríamos limitados ao movimento de rotação, girando em torno de nós mesmos, e só teríamos dia e noite, não havendo assim as emoções e sensações que cada estação nos proporciona.

Em Cristo somos arrebatados de nosso mundinho para sermos usados neste mundo.

Já dizia John Wesley; “Minha paróquia é o mundo.”

Tu És meu mundo, meu Universo!







quinta-feira, fevereiro 5

Tapeceiro


Uau !

A fé em Cristo que nos conecta a eternidade, faz com que tenhamos uma visão global dos fatos. Com isso, não há mais espaço para murmuração e questionamentos. Pois sabemos que TUDO coopera para o bem .... tudo está certo por mais errado que pareça. Fique à vontade em minha vida Tapeceiro!

domingo, fevereiro 1

Chris Tomlin - Indescribable



Pois os atributos invisíveis de Deus, desde a criação do mundo, tanto o seu poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se veem pelas coisas que foram criadas, de modo que eles são inescusáveis. ( Romanos 1;20)

Caminhe




“Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas... Que já têm a forma do nosso corpo... E esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares... É o tempo da travessia... E se não ousarmos fazê-la... Teremos ficado... para sempre... À margem de nós mesmos.”
(Fernando Pessoa )



Deus nos chama para fora, isso implica em ir ao encontro de algo que precisa de nós. Não podemos ficar parados, inertes, conformados com a realidade na qual estamos inseridos, precisamos agir.

Infelizmente estamos mais preocupados com que temos para receber do que com o que temos para oferecer, sempre ansiamos por mais de Deus, mais poder, “mais unção”, mais palavra... até sofrermos uma overdose de Deus. È como uma pessoa que sempre esta preocupada com a manutenção do seu corpo, para isso freqüenta diariamente a academia, fica com o corpo todo sarado, mas é incapaz de colocar a mão em uma enxada.

Inverteram - se os papeis, os membros não foram feitos para manutenção e sim para ação. O que precisa de manutenção são nossos órgãos internos, estes funcionam de maneira involuntária (caso contrário ordene ao seu coração para parar de bater agora). Isso foge da nossa alçada. È a manutenção destes órgãos que possibilitam a ação dos membros.

Da mesma forma a vida gerada em nós através de Cristo não tem nenhuma participação do homem, é tudo obra da Graça de Deus, no entanto isto não nos isenta da responsabilidade de agirmos. Pois o que precisamos para agir já nos foi dado por Deus, a saber, de forma abundante, a vida que existe em Cristo Jesus.

Tirai a pedra, pois a morte já foi retirada. A soberania de Deus não anula a responsabilidade humana. Pois “Se vivemos em Espírito, andemos também em Espírito.” (Gálatas 6:9)

A primeira parte compete por inteiro a Deus (Viver), já a segunda (Andar) é conosco mesmo! E só andamos porque antes fomos vivificados por ELE.

E é no caminho que os propósitos de Deus se desenrolam, as coisas vão surgindo paulatinamente, eu tenho aprendido que o agir DELE não é abrupto, ELE age nas transições. E transição implica em movimento, a Terra se movimenta e mudam – se as estações, os dias e os anos.

Portanto que venhamos a utilizar esta vida oriunda de Cristo para caminhar, ela não pode ser um fim em si mesmo, pelo contrário ela é um meio. È o combustível que nos movimenta.

Embora Deus seja fonte inesgotável de recursos, ELE não desperdiça os mesmos, logo dificilmente ELE investirá em alguém que não se proponha a caminhar.

Quer mais de Deus? Caminhe! E ELE nos suprirá conforme as necessidades encontradas neste caminho. Pois como dizia C. S. Lewis ; "o nosso ir faz o caminho".

Silêncio

Hoje ao orar, me encontrei agradecendo a Deus pelos pedidos que não foram atendidos. Pois muito do que eu pedia, se tratava de coisas que eu não estava preparado para receber, logo ELE me fez um grande favor em não atender tais orações. Ninguém melhor que Deus para conhecer cada um de nós, de fato ELE nos conhece:


“SENHOR, tu me sondaste, e me conheces. Tu sabes o meu assentar e o meu levantar; de longe entendes o meu pensamento.” (Salmos 139; 1-2)


O que leva um Deus que é Onisciente e Presciente a sondar nosso ser? Tendo em vista que não existe nada oculto diante de Deus, por qual motivo ELE nos sonda?


Ao nos sondar, Deus não esta querendo “descobrir” algo novo acerca de nós, pois como foi dito acima ELE é Deus! Na verdade o objetivo desta sondagem é fazer com que nos tornemos conhecedores de nós mesmos. È a ministração do Seu Santo Espírito em nosso ser que nos revela quem realmente somos.


Ninguém melhor do que Deus para saber o que realmente necessitamos. Essa é a diferença ELE conhece as nossas necessidades melhor do que nós.


Queremos por demais experimentar o melhor de Deus, mas será que estamos em sintonia com a vontade do Pai? Será que o nosso “melhor” é o mesmo Dele?


Antes de tudo, é necessário que sejamos “... transformados pela renovação do entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.

(Romanos 12: 2b)


Para experimentarmos a boa, perfeita e agradável vontade de Deus, precisamos experimentar a renovação de nossa mente. Sem essa renovação da mente é impossível perceber e ainda mais experimentar Sua vontade.


Se pularmos etapas, ou seja, experimentar sem renovar, não será possível desfrutar do melhor de Deus.


E essa renovação se dá de maneira paulatina, ela se desenvolve muitas vezes de maneira imperceptível, pois ocorre de dentro para fora. Mas infelizmente confundimos esse período de renovação da mente como sendo um período de seca, achamos que Deus não esta agindo.


Mas na verdade ELE nunca para de trabalhar, Deus faz até quando não faz. Muitas vezes Sua eloqüência é manifesta no silêncio. È importante darmos mais valor ao silêncio, pois este se trata de um período de maturação da parte de Deus em nosso caráter. É o oleiro dando a forma adequada para que o vaso esteja apto a receber o conteúdo que ELE tem para depositar. Desta maneira não iremos deformar a forma.


Obrigado pelo silêncio, pois nele TU ESTÁS !